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Carros Bem Montados

O novo Urus SE Performante resolveu o maior defeito da Lamborghini

O Lamborghini Urus SE Performante 2027 chega com 812 cv, autonomia elétrica e um modo Rally inédito. Descubra os números, o preço estimado no Brasil e se vale a pena esperar por ele.

Lamborghini Urus SE Performante 2027

Lamborghini Urus SE Performante 2027: o híbrido mais potente da linhagem

O Urus SE Performante entrega 812 cv e 1000 Nm de torque combinados, o maior número já visto em um Urus de produção. A variante sucede o antigo Urus Performante a combustão, descontinuado em 2024, e passa a dividir o topo da gama com o Urus SE convencional.

O SUV foi calibrado para respostas de chassi voltadas para pista, sem abrir mão do luxo. É um novo lançamento que mira compradores de altíssimo poder aquisitivo e concorre diretamente com o Porsche Cayenne Turbo E-Hybrid e o Ferrari Purosangue.

Não há, até o momento, data oficial de chegada às concessionárias brasileiras.

Dados Rápidos

InformaçãoDetalhes
CategoriaSUV de alta performance (Super SUV)
MotorizaçãoV8 4.0 biturbo + motor elétrico (híbrido plug-in)
Potência812 cv combinados
Torque1.000 Nm (101,9 kgfm)
CâmbioAutomático de 8 marchas
TraçãoIntegral (AWD)
0 a 100 km/h3,3 segundos
Velocidade Máxima312 km/h
Consumo Médio2,08 L/100 km (bateria carregada) / ~12,9 L/100 km (bateria descarregada)
AutonomiaMais de 60 km no modo elétrico (WLTP)
Data de lançamentoSegundo semestre de 2026 (ano-modelo 2027); preço no Brasil ainda não divulgado

Os números já entregam boa parte da história. Mas é na forma como a Lamborghini resolveu o maior problema do Urus anterior que esse SUV se torna realmente interessante.

Um Super SUV esculpido pelo vento

A frente é dominada por um capô em fibra de carbono exposta, com power dome central e extratores de ar que denunciam a função térmica da peça. Na lateral, vincos marcados e uma coluna C inclinada reforçam a silhueta de cupê alto, com arcos redesenhados para acomodar uma bitola mais larga.

Na traseira, o destaque é o maior difusor já instalado em um Urus, somado a uma asa fixada no teto que trabalha junto com um spoiler tipo lip no porta-malas.

O conjunto transmite agressividade funcional: a aerodinâmica foi otimizada tanto para reduzir o arrasto quanto para aumentar a força que prende o carro ao chão em curvas rápidas. É uma leitura mais extrema da linguagem visual já usada no Urus SE, sem romper com a identidade da Lamborghini.

Cabine com ares de cockpit e menos peso no revestimento

O interior segue a filosofia “Feel Like a Pilot”, com painel repleto de hexágonos, ângulos agudos e comandos mecânicos que remetem à aviação. O revestimento CorsaTex by Dinamica virou padrão, uma microfibra técnica mais leve que o couro tradicional — que continua disponível via programa Ad Personam.

O volante foi redesenhado com aro em fibra de carbono, e as saídas de ar em alumínio anodizado, em formato de “Y”, completam o painel. A sensação geral é de acabamento que não abriu mão do luxo mesmo perseguindo redução de massa.

Telas, sensores e o espaço que sobrou para a bagagem

A central multimídia de 12,3 polegadas roda o sistema Lamborghini Infotainment, com interface herdada do hipercarro Revuelto e menu em formato de carrossel. O painel de instrumentos digital tem as mesmas 12,3 polegadas, e o pacote de assistência ao motorista inclui piloto automático adaptativo, alerta de ponto cego e monitoramento de tráfego cruzado traseiro.

O porta-malas sente o peso da eletrificação: o pacote de baterias sob o assoalho traseiro reduz o volume de carga para até 453 litros em algumas configurações. Esse é o ponto fraco mais evidente da cabine — o ponto forte é a resposta tátil e a fluidez do HMI herdado do Revuelto.

Desempenho na prática: como anda o novo Super SUV

Sob o capô está um V8 biturbo de 4.0 litros que sozinho entrega 620 cv e 800 Nm, somado a um motor elétrico de 191 cv e 483 Nm posicionado entre o motor a combustão e o câmbio automático de 8 marchas. Juntos, alcançam 812 cv e 1.000 Nm, disponíveis de forma linear entre 2.000 e 5.500 rpm.

Na prática, isso significa retomadas praticamente sem espera: o torque elétrico entra antes do turbo reagir, eliminando a sensação de atraso comum em motores turbinados. O 0 a 100 km/h sai em 3,3 segundos, e a velocidade máxima é limitada eletronicamente em 312 km/h.

Com a bateria carregada, o consumo cai para 2,08 L/100 km, permitindo rodar mais de 60 km no modo 100% elétrico. Com a bateria descarregada, o V8 sozinho consome cerca de 12,9 L/100 km — um número que mostra que a eficiência depende diretamente da disciplina de recarga do dono.

Custo-benefício: quanto custa colocar o Urus SE Performante na garagem

Lá fora, o preço gira perto de US$ 300.000, um degrau acima do Urus SE de entrada, avaliado perto de US$ 255.000. No Brasil, não há preço oficial — mas considerando que o Urus SE convencional já custa entre R$ 3.800.000 e R$ 4.100.000, a expectativa (Estimativa de Mercado) é de R$ 4.500.000 a R$ 5.000.000 para o Performante.

O seguro no exterior gira entre US$ 5.000 e US$ 10.000 anuais; no Brasil, a apólice tende a representar de 4% a 6% do valor do veículo, o que pode significar de R$ 180.000 a R$ 250.000 por ano (Estimativa de Mercado) — valor que sobe com a blindagem, item comum na rotina brasileira. O custo de manutenção também pesa: um jogo de discos de freio carbono-cerâmica pode custar o equivalente a um carro popular, embora pacotes preventivos costumem cobrir os primeiros anos. Para financiamento, esse é um nicho onde boa parte das transações acontece à vista ou via crédito personalizado para bens de alto valor.

Diferente de esportivos que perdem até 20% do valor no primeiro ano, a linhagem Urus tem se mostrado resiliente, e no Brasil a escassez de cotas de importação chega a gerar ágio em unidades seminovas bem configuradas. O carro faz sentido para quem já rodaria com frequência semanal um utilitário de alta performance — não é produto para um comprador ocasional.

Dúvidas Frequentes: o que saber antes de comprar

Qual o consumo real do Urus SE Performante?

Com a bateria carregada, o consumo fica perto de 2,08 L/100 km; descarregado, o V8 sozinho consome em torno de 12,9 L/100 km.

A manutenção é cara?

Sim, especialmente itens como discos de freio carbono-cerâmica, embora pacotes preventivos costumem cobrir os primeiros anos de uso.

Quais os principais concorrentes diretos?

Porsche Cayenne Turbo E-Hybrid, Ferrari Purosangue, Aston Martin DBX707 e, no Brasil, o Mercedes-AMG G63.

Existe previsão oficial de venda no Brasil?

O preço e a data exata de chegada ainda não foram divulgados oficialmente pela marca no país.

Veredito: o Urus SE Performante compensa o investimento?

É uma compra emocional, não racional. A Lamborghini resolveu a rigidez do antigo Performante sem perder a violência do V8, e a autonomia elétrica agrega uso urbano real. Mas o peso de quase 2,5 toneladas cobra seu preço em pista, e o porta-malas reduzido incomoda quem busca um utilitário família em viagens longas. Não é carro para quem prioriza espaço de carga ou pilotagem analógica pura. É, sim, para quem quer o SUV mais rápido do mundo na garagem.

E você, acha que vale a pena pagar o prêmio por um SUV híbrido de quase 1 milhão de dólares ou prefere um esportivo tradicional pelo mesmo dinheiro? Deixe sua opinião nos comentários abaixo!

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