O Chevelle 1970 de 800 CV Feito Na Garagem Em Tempo Recorde
Um fã apaixonado colocou um motor V8 da Ford em um Chevelle 1970 e viajou mais de 4.300 km para ir a um evento automotivo. Descubra como essa máquina bi-turbo de 800 cavalos de potência foi montada!

A história desse Chevrolet Chevelle 1970 começa muito antes das modificações pesadas. O dono, chamado Dawn, comprou o carro aos 15 anos de idade com a ajuda financeira do seu avô, logo após perder o pai de forma repentina. Por mais de 20 anos, o carro foi um refúgio e o grande motivo para ele aprender a mexer com mecânica.
Depois de anos encostado na garagem, surgiu a chance de levar o Chevelle para o SEMA Show de 2025. O único problema é que ele tinha apenas seis semanas e meia para terminar todo o projeto. Foi aí que uma verdadeira força-tarefa de amigos e marcas parceiras entrou em cena para montar um dos carros mais únicos e polêmicos que já rodaram pelas rodovias americanas.
O motor que irritou os puristas
A primeira coisa que chama a atenção — e que deixa muito fã da Chevrolet de cabelo em pé — é o motor escolhido. Em vez de usar um tradicional LS ou um bloco grande da GM, Dawn decidiu instalar um motor Ford V8 Coyote Gen 1. Para fazer esse motor enorme caber no cofre do Chevelle, a suspensão original não servia, exigindo que ele cortasse o chassi e fabricasse uma travessa tubular inteira do zero.
A brincadeira não parou por aí. Ele adicionou dois turbos enormes usando coletores de escape feitos sob medida e montados invertidos para otimizar o espaço. O resultado final rende entre 760 e 800 cavalos de potência rodando com gasolina comum de posto. A pressão dos turbos está ajustada em apenas 11 libras, o que significa que o conjunto mecânico aguenta muito mais força se ele decidir subir a pressão.
Uma máquina feita para pegar a estrada
Muitos projetos desse nível são levados para os eventos em cima de carretinhas, mas esse Chevelle foi feito para rodar no asfalto. O carro saiu do estado de Rhode Island e foi rodando cerca de 2.700 milhas (mais de 4.300 quilômetros) direto até Las Vegas.
Para aguentar uma viagem tão longa com conforto e durabilidade, o carro recebeu um câmbio automático Turbo 400 acoplado a um sistema inteligente de marcha extra (overdrive) da Gear Vendors. Quando ele passa dos 100 km/h na estrada, a marcha longa entra em ação automaticamente, derrubando a rotação do motor e garantindo uma viagem tranquila e com temperatura controlada.
Além disso, Dawn construiu artesanalmente um tanque de combustível em alumínio com capacidade para mais de 110 litros. O tanque possui divisórias internas bem projetadas para impedir que a bomba de combustível puxe ar em curvas ou acelerações fortes.
Suspensão firme e visual de sobrevivente
O Chevelle deixou para trás aquele comportamento molenga de carro de arrancada antigo. Todo o conjunto de suspensão foi trocado por peças da marca RideTech, tanto na frente quanto atrás, dando ao carro estabilidade para contornar curvas e trocar de faixa em alta velocidade. Ele usa rodas de 15×10 polegadas calçadas com pneus de alta aderência nas quatro posições.
Por fora, nada de polimento ou pintura brilhante. A carroceria mantém o visual original e desgastado, inclusive com uma marca de queimadura antiga na lateral direita por conta de um princípio de incêndio. A frente precisou de para-lamas e capô novos, mas que foram pintados de um jeito rústico para combinar com a “pátina” do resto da lata.
A cabine é totalmente voltada para a função, com uma gaiola de proteção e um banco concha de fibra de carbono para o motorista. Porém, o detalhe mais emocionante do interior é o volante de madeira: a peça foi retirada de um antigo barco clássico que pertencia ao pai de Dawn, mantendo viva a memória de quem plantou essa semente automotiva.
Todo conteudo foi tirado do canal do youtube Autotopia LA.
Danniel Bittencourt
15/06/2026
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