Mercedes-Benz C-Class EV: o que muda no sedã que virou elétrico
O Mercedes-Benz C-Class EV chega como a versão elétrica do sedã, com dois motores, 489 cv e autonomia estimada em até 760 km. Veja ficha técnica, preço e comparação com a concorrência.

Mercedes-Benz C-Class EV chega com plataforma dedicada de 800 volts
A Mercedes-Benz revelou globalmente, em abril de 2026, a nova geração do Classe C em versão 100% elétrica. É a primeira vez que o sedã ganha uma variante a bateria dentro da própria nomenclatura C-Class, sem recorrer à submarca EQ.
O lançamento comercial está previsto para o primeiro semestre de 2027, atendendo aos mercados norte-americano e europeu. Não há, até o momento, confirmação sobre a chegada ao Brasil.
O modelo mira o comprador de sedã executivo que já pensa em migrar para o elétrico, mas não quer abrir mão do acabamento e da tecnologia associados ao nome Classe C. Os concorrentes diretos citados pela própria imprensa especializada são o futuro BMW i3 elétrico e as versões de maior alcance do Tesla Model 3.
Dados Rápidos
| Especificação | Informação |
|---|---|
| Categoria | Sedã compacto premium elétrico |
| Motorização | Dois motores elétricos síncronos (dianteiro e traseiro) |
| Potência | 489 cv / 482 hp |
| Torque | 800 Nm / 590 lb-ft |
| Câmbio | Automático, 2 marchas (eixo traseiro) |
| Tração | Integral (4Matic) |
| 0 a 100 km/h | Cerca de 4,0 segundos |
| Velocidade máxima | 209 km/h (limitada eletronicamente) |
| Consumo médio | Não divulgado oficialmente |
| Autonomia | Até 760 km (WLTP, estimativa); 563 a 644 km (EPA, estimativa conservadora) |
| Data de lançamento | Revelação em abril de 2026; vendas a partir do 1º semestre de 2027 |
Com esses números na mesa, vale entender o que cada um representa na prática, começando pela parte que qualquer comprador vê primeiro: a carroceria.
O visual que deixa a herança a combustão para trás
A carroceria segue o formato de sedã de quatro portas, mas com um perfil desenhado para reduzir o arrasto do ar, o que em um carro elétrico afeta diretamente a autonomia. A dianteira ficou mais arredondada, distante do desenho mais anguloso do C-Class a combustão.
O entre-eixos foi alongado em relação à geração convencional, o que também aparece do lado de dentro do carro, como será detalhado adiante.
A pesquisa disponível não traz coeficiente aerodinâmico (Cx), dimensões exatas de comprimento, largura e altura, nem imagens detalhadas de traseira e perfil lateral. O que fica claro é a intenção: um desenho pensado para o elétrico, não uma adaptação do modelo a combustão com bateria embutida.
Um painel dominado por uma única tela de 39 polegadas
A cabine aposta no MBUX Hyperscreen de 39,1 polegadas, cobrindo toda a largura do painel, com zonas de brilho reguladas separadamente para motorista e passageiro. É o tipo de recurso que muda a rotina de quem dirige todos os dias: menos botões físicos, mais informação concentrada em uma única superfície.
O acabamento interno inclui opção de estofamento 100% vegano, alternativa que vem ganhando espaço entre marcas premium para quem evita couro animal. A Mercedes ainda oferece teto solar panorâmico Sky Control, com nove segmentos que alternam entre transparente e opaco.
Sobre ergonomia, qualidade percebida dos materiais fora da tela e desenho dos bancos dianteiros, a pesquisa não traz detalhes além dos itens de série já citados.
Espaço, porta-malas e tecnologia de bordo
O entre-eixos mais longo favorece o espaço para pernas e cabeça, tanto na frente quanto no banco traseiro, além de aumentar a capacidade do porta-malas em comparação com o C-Class a combustão. Números exatos de litros não foram divulgados.
A suspensão Airmatic soma-se a um sistema regenerativo inteligente que usa dados de mapa para antecipar a resposta do amortecimento, algo que normalmente só aparece em carros de categoria superior. O pacote completo de assistentes de condução (ADAS) ainda não foi detalhado oficialmente, embora a marca costume equipar seus lançamentos com o pacote mais atual disponível.
Um ponto forte evidente é a tela Hyperscreen de série, algo que concorrentes do segmento normalmente cobram à parte. A limitação real, por ora, é a falta de números sobre porta-malas e espaço de encosto de cabeça, que só devem ser confirmados perto do lançamento.
Como o C-Class EV se comporta ao volante
Sob a carroceria, o C 400 4Matic Electric usa dois motores elétricos síncronos, um em cada eixo, resultando em tração integral permanente. É a configuração mais comum entre elétricos de desempenho, e aqui soma 489 cv e 800 Nm de torque disponíveis de forma instantânea.
Na prática, esse torque entregue sem demora é o que explica os 4,0 segundos de 0 a 100 km/h. Mais do que a arrancada, esse tipo de resposta importa nas retomadas de estrada e nas ultrapassagens, onde o carro elétrico não depende de trocar de marcha para acelerar.
Uma particularidade do C-Class EV é a caixa de câmbio de duas velocidades no eixo traseiro, recurso raro entre elétricos, que normalmente usam apenas uma marcha fixa. A segunda relação ajuda a manter a eficiência em velocidades mais altas, quando o motor elétrico perde rendimento se trabalhar apenas com uma única redução.
A velocidade máxima fica em 209 km/h, limitada eletronicamente, número mais baixo que o de alguns rivais de alto desempenho, mas coerente com um carro pensado para uso diário e não para pista.
Na autonomia, a bateria de 94,5 kWh promete até 760 km pelo ciclo europeu WLTP, índice historicamente mais otimista, ou entre 563 e 644 km pela estimativa conservadora do ciclo americano EPA. É essa segunda faixa que tende a se aproximar mais do uso real em rodovia. A recarga em corrente contínua chega a 330 kW, permitindo recuperar cerca de 321 km em 10 minutos, com o ciclo de 10% a 80% completado em 22 minutos, viabilizado pela arquitetura elétrica de 800 volts.
O C-Class EV vale o investimento para qual comprador?
A Mercedes ainda não confirmou preço oficial. Estimativa de Mercado aponta valor acima de US$ 60 mil no mercado americano, o que em conversão direta, sem impostos, ficaria perto de R$ 330 mil — número que tende a subir bastante caso o carro chegue ao Brasil, dado o peso de impostos de importação sobre elétricos premium.
Nos Estados Unidos e na Europa, o C-Class EV entra em uma faixa de preço que já esbarra em versões mais equipadas do Tesla Model 3 e no futuro BMW i3 elétrico, com o diferencial de vir da grade tradicional da Mercedes, e não de uma submarca dedicada como a EQ.
Seguro e manutenção não têm valores divulgados. Como Estimativa de Mercado, tendem a seguir o padrão de sedãs elétricos premium: prêmio de seguro elevado pelo valor do carro e da bateria, e manutenção mais barata que a de um C-Class a combustão equivalente, por não haver troca de óleo nem componentes de motor a explosão.
Por ser o primeiro ano de um modelo inédito, comprar no lançamento costuma significar pagar o valor cheio antes de qualquer desvalorização inicial, comum em elétricos de primeira geração. Quem tem urgência em migrar para o elétrico dentro do padrão Mercedes-Benz encontra aqui uma opção completa; quem pode esperar tende a se beneficiar de ajustes de preço e de versões adicionais, como a de motor único e maior autonomia, ainda não confirmada oficialmente.
Perguntas frequentes sobre o Mercedes-Benz C-Class EV
Qual a autonomia do Mercedes-Benz C-Class EV?
A estimativa é de até 760 km pelo ciclo WLTP europeu, ou entre 563 e 644 km pela métrica mais conservadora do EPA americano.
Quanto custa o Mercedes-Benz C-Class EV?
O preço oficial não foi divulgado. Estimativa de Mercado aponta valor acima de US$ 60 mil nos Estados Unidos.
O Mercedes-Benz C-Class EV vai substituir a linha EQ?
A marca não confirmou oficialmente, mas o uso do nome C-Class em vez de EQC sugere um movimento de unificação da nomenclatura elétrica.
Quando o Mercedes-Benz C-Class EV chega ao mercado?
A revelação global ocorreu em abril de 2026, com vendas previstas para o primeiro semestre de 2027 na Europa e nos Estados Unidos.
Veredito CarrosBemMontados
O C-Class EV é uma compra racional para quem já decidiu migrar para o elétrico e não quer abrir mão do nome Mercedes-Benz. A recarga rápida de 330 kW e a tração integral pesam a favor de quem roda estrada com frequência.
Não é indicado para quem busca o menor custo de entrada no segmento elétrico premium, nem para quem prioriza velocidade máxima acima da média. Aqui, a Mercedes trocou volume de potência por eficiência e tecnologia embarcada.
Um sedã elétrico pensado para quem já decidiu o que quer, não para quem ainda está se convencendo do elétrico.
E você, acha que a Mercedes acertou em abandonar o nome EQ para o C-Class elétrico, ou isso só confunde o comprador?
Por: Danniel Bittencourt
29/07/2026








