Toyota Supra A90: história, motor, versões e o fim da quinta geração
O Toyota Supra A90 trouxe de volta o esportivo da marca em 2019, com motor de seis cilindros em linha, tração traseira e plataforma desenvolvida com a BMW.
- Danniel Bittencourt
- 29/10/2026
- 11:45 pm

Depois de um intervalo de mais de duas décadas desde a saída de linha da geração anterior, o Supra voltou ao mercado como um cupê de dois lugares, focado em condução. O A90 é a quinta geração do modelo e passou a se chamar GR Supra, em referência à divisão Gazoo Racing da Toyota.
O retorno veio acompanhado de polêmica, principalmente por causa da parceria com a BMW, que forneceu motor, câmbio e parte da base técnica. Ainda assim, o carro se firmou como um dos esportivos japoneses mais comentados da última década.
Como nasceu o Toyota Supra A90?
O projeto ganhou forma a partir do conceito FT-1, apresentado em 2014, e chegou à versão de produção em 2019. O carro foi desenvolvido em parceria com a BMW, que lançou ao mesmo tempo o roadster Z4 sobre a mesma plataforma.
A produção do A90 foi feita na fábrica da Magna Steyr, em Graz, na Áustria. A Toyota ficou responsável pelo ajuste de chassi, suspensão e direção, buscando um comportamento próprio para o Supra.
Design e proporções
O A90 tem entre-eixos curto para o porte, em torno de 2,47 metros, e comprimento de aproximadamente 4,38 metros. Essas medidas ajudam a dar agilidade ao carro e explicam o visual compacto e musculoso.
A carroceria cupê de duas portas tem teto baixo, traseira larga e grandes entradas de ar na dianteira. A Toyota também trabalhou a rigidez da estrutura e a distribuição de peso, tema que sempre foi ressaltado nas apresentações do modelo.
Qual motor equipa o Supra A90?
A versão principal usa o motor 3.0 turbo de seis cilindros em linha, de 2.998 cm³, com tração traseira e câmbio automático de oito marchas. No lançamento, a potência era de 340 cv, com 500 Nm de torque.
Em 2022, a versão 3.0 recebeu ajustes e passou a entregar 382 cv, mantendo os 500 Nm. Nessa configuração, o carro acelera de 0 a 60 mph (cerca de 96 km/h) em 3,9 segundos, com velocidade máxima limitada eletronicamente a 250 km/h.
Existe Supra A90 com motor 2.0?
Sim. Em alguns mercados, a Toyota passou a oferecer uma versão de entrada com motor 2.0 turbo de quatro cilindros, com 258 cv e 400 Nm de torque. A proposta era oferecer um Supra mais leve na dianteira e com preço menor.
A versão 3.0 continuou sendo a mais procurada e a que melhor representa o conceito do carro.
Câmbio manual no Supra
Depois de anos com câmbio automático como única opção, o Supra 3.0 passou a oferecer também uma caixa manual de seis marchas, com sistema que ajusta as rotações nas reduções. A novidade atendeu a um pedido constante dos entusiastas.
Versões especiais e o fim da produção
Perto do fim do ciclo, a Toyota lançou a GR Supra A90 Final Edition, produzida em quantidade limitada. Ela chegou com motor 3.0 de 429 cv, câmbio manual, freios Brembo maiores e ajustes de suspensão, direção e diferencial ativo.
Ao mesmo tempo, a versão 3.0 regular recebeu atualizações como reforços estruturais e freios mais potentes, que em alguns mercados foram associadas ao nome Lightweight Evo. A produção do A90 foi encerrada no início de 2026, e a Toyota afirmou que o nome seguirá presente no automobilismo.
Ficha técnica
Dados da versão GR Supra 3.0 com câmbio automático, a partir de 2022.
| Item | Especificação |
|---|---|
| Motor | 3.0 turbo, 6 cilindros em linha |
| Cilindrada | 2.998 cm³ |
| Aspiração | Turbocompressor |
| Potência | 382 cv |
| Torque | 500 Nm |
| Câmbio | Automático de 8 marchas |
| Tração | Traseira |
| 0 a 60 mph (cerca de 96 km/h) | 3,9 s |
| Velocidade máxima | 250 km/h (limitada eletronicamente) |
| Comprimento | 4.382 mm |
| Entre-eixos | 2.470 mm |
| Peso em ordem de marcha | 1.542 kg |
| Porta-malas | 289 litros |
| Tanque de combustível | 52 litros |
| Lugares | 2 |
Um retorno que reacendeu o debate sobre o que faz um Supra
O Supra A90 nunca foi um carro unânime. A origem compartilhada com a BMW dividiu opiniões, mas o comportamento em curva, o ronco do seis em linha e a tração traseira garantiram ao modelo um lugar entre os esportivos mais relevantes da sua época.
Com o fim da quinta geração, o A90 fecha um capítulo curto, de cerca de sete anos, e deixa o nome do Supra em evidência para o que vier a seguir.


