
A Mitsubishi atualizou o eK Cross EV 2026 no Japão com novo visual, mais recursos no interior e uma tomada de 1.500 watts, reforçando o apelo prático do kei elétrico.

A Mitsubishi atualizou o eK Cross EV 2026 no Japão e mexeu no que mais importa nesse tipo de carro: praticidade. O modelo ganhou novo visual, interior mais funcional e uma tomada capaz de alimentar equipamentos externos.
A mudança importa porque coloca o pequeno elétrico em um ponto raro do mercado: mobilidade urbana com uso real fora do trânsito diário.
| Categoria | Informação |
|---|---|
| Motorização | Elétrica, com bateria de 20 kWh |
| Potência | 63 hp |
| Torque | 144 lb-ft |
| Câmbio | Não se aplica |
| Tração | Dianteira |
| 0 a 100 km/h | Informação ainda não confirmada |
| Velocidade Máxima | Informação ainda não confirmada |
| Consumo Médio | Não divulgado em MPG |
| Autonomia | 112 miles no ciclo WLTC |
| Preço ou estimativa | A partir de US$ 11,700 no Japão, com subsídio local |
| Data de lançamento | Disponível para pedidos no Japão; primeiras entregas em junho de 2026 |
O eK Cross EV não foi pensado para impressionar por potência ou porte. A proposta é outra: rodar bem na cidade, ocupar pouco espaço e entregar recursos úteis no dia a dia.
A atualização de 2026 segue exatamente essa lógica, com foco em conforto, tecnologia simples e uso prático.
A principal mudança está no pacote visual. A Mitsubishi redesenhou a frente e deu ao modelo uma aparência mais limpa, com cara mais alinhada ao elétrico do que ao irmão a combustão.
Também há novas cores bi-tone e mais opções de pintura, o que amplia a personalização sem mudar a receita do carro. Para um kei car, isso pesa bastante no apelo de compra.
Por dentro, a marca fez ajustes discretos, mas úteis. O destaque é a nova tomada AC de 100V no painel, com capacidade de até 1.500 watts.
Na prática, o carro pode alimentar pequenos eletrodomésticos, ferramentas leves ou equipamentos de lazer. Isso o aproxima de um uso mais amplo, inclusive em situações de emergência.
As versões mais caras também passam a oferecer portas USB-C e USB-A adicionais, enquanto itens como volante e bancos aquecidos ganham mais presença nas versões intermediárias.
O conjunto mecânico foi mantido. O eK Cross EV segue com um motor elétrico dianteiro de 63 hp e 195 Nm de torque.
A bateria continua com 20 kWh, suficiente para 180 km no ciclo WLTC. Não é um número voltado a longas viagens, mas atende bem o uso urbano e deslocamentos curtos.
Esse tipo de configuração faz sentido no Japão, onde o carro nasce para ambientes densos e trajetos previsíveis.
A Mitsubishi também mexeu na lista de equipamentos de conveniência e proteção. O alerta para ocupantes no banco traseiro agora é item de série em toda a linha.
Esse tipo de solução parece simples, mas ajuda a evitar esquecimentos em rotinas corridas. Em um carro urbano e familiar, faz diferença.
A proposta do eK Cross EV continua sendo a de um elétrico compacto acessível, não a de um hatch tecnológico de luxo.
No Japão, o modelo parte de 2.446.400 ienes, com valores que podem subir conforme a versão. Com incentivos locais, o preço inicial cai de forma relevante e deixa o carro mais competitivo.
A Mitsubishi já abriu as encomendas, e as primeiras entregas estão previstas para o fim de junho de 2026.
Até agora, não há confirmação de lançamento fora do mercado japonês. Para outros países, a informação ainda não foi divulgada pela montadora.
O eK Cross EV joga em uma faixa própria, entre o carro urbano elétrico e o produto de uso prático ampliado. No Japão, sua disputa é com outros kei EVs e modelos compactos voltados à mobilidade local.
A tomada de alta potência é o tipo de detalhe que o diferencia sem depender de números agressivos. É um caminho mais inteligente do que tentar competir por força ou tamanho.
No fim, o eK Cross EV 2026 reforça a ideia de que elétrico pequeno pode ser útil de verdade — e não apenas barato de rodar.
26/06/2026