Mazda CX-5 2026: a terceira geração que veio para mudar o jogo
O Mazda CX-5 2026 chega renovado, maior e — surpreendentemente — mais barato. A geração mais ambiciosa do SUV mais vendido da marca promete reescrever as regras do segmento.

Danniel Bittencourt
24/02/2026
O SUV que a Mazda precisava lançar — e chegou na hora certa
O Mazda CX-5 2026 representa a maior aposta da marca japonesa em anos. Com mais de 4,5 milhões de unidades vendidas desde 2012, o modelo precisava crescer — e cresceu em todos os sentidos. Ele chega para enfrentar de frente o Toyota RAV4, Honda CR-V, Hyundai Tucson e Kia Sportage, mas com uma carta na manga que poucos esperavam: um preço de lançamento cerca de €5.000 menor do que a geração anterior na Europa.
O público continua sendo famílias urbanas e executivos que valorizam o prazer de dirigir, mas agora com mais conforto real para quem senta atrás. O que chama atenção, porém, é que a Mazda não fez isso sacrificando identidade — ao contrário, foi fundo no que a torna diferente.

Design que cresceu sem perder elegância — mas com uma novidade inédita na traseira
A primeira impressão do CX-5 2026 é de solidez. A frente ficou mais larga e imponente, com a grade “Signature Wing” redesenhada e faróis LED de geometria mais angular, claramente inspirados nos irmãos maiores CX-70 e CX-90. O conceito “Wearable Gear” se traduz em linhas que remetem a equipamento de precisão — funcional e sofisticado ao mesmo tempo.
Em números, o carro cresceu 11,4 cm no comprimento e na distância entre eixos, além de ficar mais de 1,3 cm mais largo. Não é uma diferença que salta aos olhos na foto, mas na vida real muda completamente a presença do SUV na rua.
As opções de rodas em liga leve de 17 e 19 polegadas reforçam a percepção de robustez. Cores tradicionais como Soul Red Crystal e Rhodium White Premium seguem no catálogo, junto a novas tonalidades que valorizam as linhas mais marcantes da carroceria.
O detalhe mais comentado — e divisivo — é a traseira: pela primeira vez, o emblema oval da Mazda deu lugar ao letreiro “MAZDA” escrito por extenso. Tendência dos modelos maiores da marca, mas que ainda vai provocar debate entre os fãs da geração anterior.

Uma cabine que finalmente respeita quem senta atrás
O interior do CX-5 2026 foi repensado de verdade. O ganho de 11,4 cm na distância entre eixos se traduz em espaço real para pernas e joelhos na traseira — algo que sempre foi o calcanhar de Aquiles do modelo. Quem viajava no banco de trás sabendo que havia versões mais espaçosas dos concorrentes vai notar a diferença imediatamente.
O porta-malas cresceu proporcionalmente: quase 5 cm a mais de comprimento, mais de 2,5 cm de altura e entrada 1,3 cm mais baixa, facilitando o carregamento de malas e compras. Com os bancos rebatidos, chega a impressionantes 2.020 litros.
A posição de dirigir segue o estilo característico da Mazda: envolvente, levemente baixa, com o painel bem orientado ao motorista. O painel digital de 10 polegadas é claro e bem posicionado, e o Head-Up Display disponível elimina a necessidade de desviar o olhar da estrada.

Tecnologia que avança — e uma polêmica que vai gerar discussão
O grande salto tecnológico é a nova tela central: 15,6 polegadas na versão Premium Plus e 13 polegadas nas demais. Mais do que o tamanho, o que impressiona é o Google built-in nativo, com Google Maps, Google Assistant e acesso à Google Play Store integrados de fábrica — sem depender de cabo ou espelhamento.
Mas aqui vem a polêmica: a Mazda eliminou o botão rotativo do console, que muitos usuários adoravam pela ergonomia. Agora é tudo touchscreen. Para quem preferia ajustar o som ou o clima sem tirar os olhos da estrada, vai exigir adaptação.
A iluminação ambiente em sete cores nas molduras das portas dianteiras e os materiais que variam de tecidos premium até couro genuíno na versão Homura completam um interior que se posiciona claramente acima da média do segmento.

Motor honesto, suspensão evoluída — mas o câmbio ficou para trás
O CX-5 2026 estreia com motor único: o SkyActiv-G 2.5, quatro cilindros aspirado, entregando 187 cv nos EUA e 141 cv na configuração europeia (com sistema micro-híbrido MHEV de 24V e desativação de cilindros). O torque chega a 251 Nm, suficiente para o dia a dia urbano e viagens tranquilas em estrada.
A aceleração de 0 a 100 km/h em 10,5 segundos (FWD) não vai impressionar quem vem de um turbo, mas o motor foi recalibrado para ter duas personalidades: mais ágil quando solicitado, mais suave e silencioso no trânsito lento. É uma solução inteligente sem precisar de mais tecnologia.
A suspensão com amortecedores de frequência seletiva (Frequency Selective Dampers) merece destaque: filtra vibrações e ruídos sem transformar o SUV numa almofada sem retorno. É o equilíbrio que a Mazda sabe fazer melhor do que a maioria.
O i-Activ AWD de série em alguns mercados garante tração distribuída de forma inteligente. O consumo médio fica entre 7,1 e 7,3 L/100 km, razoável para um motor sem eletrificação completa.
O ponto fraco mais claro: o câmbio automático de 6 marchas parece defasado quando concorrentes já oferecem 8 marchas ou CVT. Em velocidade de cruzeiro, o motor trabalha em rotações mais altas do que o necessário, impactando consumo e refinamento acústico.
A boa notícia para quem queria mais: a Mazda confirmou que uma versão híbrida completa chega em 2027, com o novo motor SkyActiv-Z e o sistema Mazda Hybrid System. A versão turbo, por outro lado, não está prevista por enquanto.
Em segurança, o pacote de série é generoso: frenagem automática de emergência com detecção de pedestres, assistente de permanência de faixa, controle de cruzeiro adaptativo, reconhecimento de placas, Blind Spot Assist e assistência em mudança de faixa — tudo de série.

Ficha Técnica — Mazda CX-5 2026
| Especificação | Valor |
|---|---|
| Motor | 4 cilindros, 2.5L SkyActiv-G |
| Potência | 187 cv (EUA) / 141 cv (Europa) |
| Torque | 251 Nm |
| Transmissão | Automática 6 velocidades |
| Tração | FWD ou i-Activ AWD |
| Comprimento | 4.690 mm (+114 mm) |
| Distância entre eixos | +114 mm vs geração anterior |
| Porta-malas | 580 L / 2.020 L (rebatido) |
| Aceleração 0-100 km/h | 10,5 s (FWD) / 10,9 s (AWD) |
| Velocidade máxima | 187 km/h |
| Consumo médio | 7,1–7,3 L/100 km |
| Sistema híbrido | Micro-híbrido 24V (MHEV) |
| Emissões | Euro 6e |
| Infotenimento | 13″ ou 15,6″ Google built-in |
| Peso estimado | ~1.770 kg |
| Híbrido completo previsto | 2027 (SkyActiv-Z) |
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FAQ
O CX-5 2026 tem versão híbrida? Ainda não. A versão de lançamento conta apenas com um micro-híbrido 24V (MHEV). A Mazda confirmou que um híbrido completo chegará em 2027, com o motor SkyActiv-Z.
O motor turbo foi descontinuado? Sim, ao menos por enquanto. O lançamento traz exclusivamente o motor 2.5 aspirado. Não há previsão oficial de retorno do turbo nesta geração.
Vale a pena trocar o CX-5 atual pelo 2026? Se espaço interno e tecnologia são prioridades, sim. O ganho no banco traseiro e o novo sistema de infotenimento com Google nativo são diferenças concretas e palpáveis no dia a dia.
O sistema sem botões físicos é um problema real? Depende do perfil. Para quem gosta de ajustar clima e som pelo toque sem desviar os olhos, pode gerar adaptação. A interface é rápida, mas quem amava o botão rotativo vai sentir falta.
O CX-5 2026 está disponível no Brasil? Ainda não há confirmação oficial de data para o mercado brasileiro. A chegada deve seguir o calendário de introdução gradual por mercados, com possibilidade de lançamento nacional ao longo de 2026.
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