O Tracker mais raro do Brasil chega com visual único e preço surpreendente
Apenas 1.000 unidades, cor exclusiva e um item que a versão RS não tem — o Tracker Edição 100 Anos chega para provar que série especial pode ser mais do que etiqueta comemorativa.
O SUV que a Chevrolet criou para marcar sua história no Brasil
O Chevrolet Tracker Edição 100 Anos não nasce de uma estratégia de marketing vazia. Ele celebra um marco real: 100 anos de operações da General Motors no Brasil, uma das presenças industriais mais longas do país. Lançado junto ao facelift 2026 da linha Tracker, o modelo chega num momento em que o SUV compacto já lidera vendas na América do Sul — e a marca aproveita o fôlego para entregar algo que vai além do catálogo convencional.
O público-alvo é claro: quem quer um SUV premium com identidade própria, potencial de valorização e a exclusividade de um modelo genuinamente limitado. Seus concorrentes diretos são Hyundai Creta, Honda HR-V, Nissan Kicks e Volkswagen T-Cross — mas nenhum deles oferece, neste momento, uma edição tão restrita quanto esta.
Azul Noronha e detalhes que transformam o visual em declaração
A primeira coisa que separa o Tracker 100 Anos de qualquer outro na rua é a cor. O Azul Noronha é exclusivo desta série — não está disponível em nenhuma outra versão do Tracker 2026 — e entrega uma identidade visual que vai além do cosmético. É uma tonalidade profunda, com personalidade, que funciona tanto à luz do dia quanto à noite.
As rodas de liga leve aro 17″ ganham design exclusivo e acabamento diferenciado, e o rack de teto em preto reforça o perfil mais sóbrio e sofisticado em comparação à RS convencional. Os emblemas comemorativos de 100 anos aparecem na coluna B e na tampa traseira — discretos, mas presentes para quem sabe o que procurar.
O facelift 2026 incorpora nova dianteira com iluminação em dois níveis, faróis auxiliares em LED, lanternas traseiras com lentes cristal e para-choques redesenhado com visual mais robusto. O coeficiente de arrasto de 0,352 Cx é competitivo para o segmento.
Ponto de atenção: quem esperava diferenciação no vão livre encontrará os mesmos 15,7 cm da linha padrão — suficiente para o uso urbano, mas sem grandes pretensões off-road.
Interior que escolheu elegância onde a RS escolheu esporte
Enquanto a versão RS adota o contraste preto e vermelho no habitáculo, o Tracker 100 Anos vai na direção oposta: revestimento premium totalmente em preto monocromático, mais sóbrio, mais atemporal e, para muitos compradores, mais elegante. Os tapetes e soleiras personalizados comemorativos completam o visual sem exageros.
A ergonomia é um ponto forte. A coluna de direção regula em altura e profundidade, o banco do motorista ajusta a altura, e o console central com apoio de braço facilita as longas jornadas. O banco traseiro bipartido 60/40 com rebatimento amplia o porta-malas de 393 litros quando necessário — número razoável para o segmento, sem ser o maior da categoria.
Na conectividade, o sistema Chevrolet MyLink com tela de 11″ e painel digital de 8″ formam uma dupla capaz de rivalizar com qualquer concorrente direto. Android Auto e Apple CarPlay sem fio, Wi-Fi nativo para até 7 aparelhos, carregador por indução e conexão Bluetooth para dois celulares simultâneos cobrem praticamente todas as necessidades do motorista moderno.
O destaque que poucos comentam é o Easy Park — sistema de estacionamento automático que a RS padrão simplesmente não tem, mesmo custando o mesmo preço. É um diferencial concreto, não apenas simbólico. O teto solar panorâmico elétrico fecha o pacote de forma generosa.
Ponto negativo real: para um SUV próximo de R$ 200 mil, a ausência de assistentes de voz nativos mais sofisticados começa a chamar atenção — especialmente com concorrentes europeus avançando nesse campo.
Motor 1.2 Turbo que entrega mais do que os números sugerem
O motor 1.2 Turbo Flex CSS Prime é o coração da edição comemorativa — e entrega 141 cv a 5.500 rpm e 22,9 kgfm de torque quando abastecido com etanol. No fundo, o torque já está disponível a partir de 2.000 rpm, o que significa resposta imediata no cotidiano urbano, mesmo antes de o motor “acordar” de vez.
O câmbio automático de 6 marchas com conversor de torque (GF6) é calibrado para trocas suaves — e as atualizações de suspensão, direção elétrica progressiva e pneus com novos compostos no modelo 2026 refinam ainda mais a experiência. A correia do motor banhada a óleo é uma das novidades técnicas do facelift, reduzindo ruído e aumentando durabilidade.
Nos 0 a 100 km/h, o tempo oficial é de 10,6 segundos, com velocidade máxima de 185 km/h. Não é um número para encher os olhos, mas é honesto para um SUV compacto de tração dianteira com foco em conforto e consumo.
Falando em consumo: no ciclo urbano com gasolina, o Inmetro aponta 11,0 km/l, com autonomia de 484 km no tanque de 44 litros. Com etanol, a autonomia urbana cai para 334 km — mas o custo por quilômetro geralmente compensa.
Na segurança, o Tracker 100 Anos traz 6 airbags, alerta de colisão frontal com frenagem automática, alerta de ponto cego, controle de tração e estabilidade, OnStar e sensor de estacionamento traseiro como pacote padrão.
Ponto negativo que incomoda: os freios traseiros a tambor em um SUV de quase R$ 200 mil são difíceis de justificar. A suspensão traseira de eixo de torção também fica abaixo do que concorrentes como o HR-V oferecem em conforto sobre pisos irregulares.
Ficha Técnica
| Item | Especificação |
|---|---|
| Preço | R$ 190.590 |
| Unidades produzidas | 1.000 (limitada) |
| Motor | 1.2 Turbo Flex (CSS Prime) |
| Cilindrada | 1.199 cm³ |
| Potência (etanol/gasolina) | 141 cv / 139 cv a 5.500 rpm |
| Torque (etanol/gasolina) | 22,9 kgfm / 22,4 kgfm a 2.000 rpm |
| Injeção | Direta |
| Transmissão | Automática 6 marchas (GF6) |
| Tração | Dianteira |
| Plataforma | GEM (Global Emerging Markets) |
| Comprimento | 4.270 mm |
| Largura | 1.791 mm |
| Altura | 1.626 mm |
| Entre-eixos | 2.570 mm |
| Porta-malas | 393 litros |
| Tanque | 44 litros |
| Peso | 1.248 kg |
| Vão livre | 15,7 cm |
| Coef. de arrasto | 0,352 Cx |
| 0–100 km/h | 10,6 s |
| Velocidade máxima | 185 km/h |
| Suspensão dianteira | McPherson independente |
| Suspensão traseira | Eixo de torção |
| Freios dianteiros | Disco ventilado |
| Freios traseiros | Tambor |
| Rodas/Pneus | 215/55 R17 |
| Direção | Elétrica progressiva |
| Garantia | Até 5 anos |
FAQ
1. Vale a pena pagar o mesmo que a RS pelo Tracker 100 Anos? Sim, especialmente se você valoriza exclusividade. O preço é idêntico ao da RS, mas a edição 100 Anos agrega o Easy Park (que a RS não tem), cor única e emblemas comemorativos — sem custo adicional.
2. O Azul Noronha estará disponível em outras versões no futuro? Não há indicação da Chevrolet Brasil de que a cor será estendida ao restante da linha. A tendência é que permaneça exclusiva das 1.000 unidades desta série.
3. Como fica o consumo real comparado ao Inmetro? O Inmetro indica 11,0 km/l urbano com gasolina. Na prática, motoristas com condução moderada tendem a chegar entre 9,5 e 10,5 km/l no dia a dia — valores consistentes para o segmento.
4. Os freios traseiros a tambor são um problema real? Em uso cotidiano urbano, a diferença é imperceptível. Em frenagens de emergência repetidas ou em descidas longas, freios a disco seriam tecnicamente superiores — é uma limitação real, mas que raramente impacta o comprador médio deste perfil.
5. Qual a diferença prática entre o Tracker 100 Anos e a versão Premier? A Premier traz suspensão traseira similar e também possui o Easy Park. A principal diferença está no design exclusivo, cor e emblemas comemorativos — além da produção numerada e limitada que valoriza a revenda.
Pontos Positivos
- Exclusividade real: 1.000 unidades com numeração, cor única e emblemas — não é apenas um adesivo diferente
- Easy Park incluso: diferencial concreto sobre a RS no mesmo preço de tabela
- Pacote completo: reúne o esportivo da RS com o teto solar e o acabamento sóbrio da edição especial
Pontos Negativos
- Freios traseiros a tambor: difícil de aceitar em um SUV próximo de R$ 200 mil
- Suspensão traseira eixo de torção: conforto comprometido em pisos mais irregulares frente a concorrentes com multilink
- Produção limitada como faca de dois gumes: exclusividade garante valor, mas pode frustrar quem chegar tarde
Fontes Oficiais e Referências
Danniel Bittencourt
Danniel Bittencourt é especialista e entusiasta do setor automotivo, com atuação focada em análise de veículos, lançamentos e tendências do mercado global. É fundador do site e responsável por diversos canais no YouTube voltados ao universo dos carros.
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