O Mustang que Ford não Teve Coragem de Construir em 66
Imagine um Mustang 1966 com motor de um carro da Indy, suspensão de pista e visual de rally europeu. Esse é o Martini Mustang, uma obra de arte mecânica que desafia a lógica das restaurações comuns.

O visual é uma homenagem ao que a Ford poderia ter feito no rally europeu dos anos 60. Por isso, ele ostenta emblemas T5R — o nome do Mustang na Europa na época.
A icônica pintura Martini envolve uma carroceria com para-lamas alargados em aço e capô de fibra de vidro. Rodas de 16 polegadas com aperto central (knock-offs) completam o estilo agressivo e funcional de competição.

Esqueça o luxo. Aqui o foco é peso e precisão. Os vidros são de plexiglass com puxadores de tira de couro, e o painel foi simplificado ao extremo, usando peças de Shelby GT350R.
O cockpit traz bancos concha de época, cronômetros de rally clássicos e um seletor de freio ajustável. O destaque é a transmissão NASCAR exposta, permitindo ver as engrenagens em ação a cada troca.
O coração é um Ford-Lotus V8 de 4 cames, motor original que correu na Indy 500 em 1966. Preparado pela Ed Pink Racing, ele foi convertido para injeção eletrônica moderna.
Embora o deslocamento seja de apenas 292 polegadas cúbicas, ele entrega cerca de 500 cv. O som é ensurdecedor: o motor gira até 9.000 RPM, gritando como um autêntico monoposto de fórmula antigo.

Ficha Técnica
Motor: Ford-Lotus Indy V8 1966 (4 cames)
Potência: Aprox. 500 cv @ 9.000 RPM
Transmissão: NASCAR de 4 marchas (engates rápidos/dog box)
Chassis: Suspensão Detroit Speed (Quadralink na traseira)
Freios: Wilwood a disco nas quatro rodas (acabamento em níquel)
Peso: Reduzido drasticamente com uso de alumínio e fibra de vidro
Creditos: Autotopia LA
Danniel Bittencourt
Danniel Bittencourt é especialista e entusiasta do setor automotivo, com atuação focada em análise de veículos, lançamentos e tendências do mercado global. É fundador do site e responsável por diversos canais no YouTube voltados ao universo dos carros.
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