
O Hennessey Blackbird é um hipercarro americano de produção limitada que combina V8 6.2 aspirado, até 850 cv, tração traseira e câmbio manual de seis marchas em uma proposta rara no mercado atual.

O Hennessey Blackbird chega com uma ideia diferente da maior parte dos hipercarros modernos. Em vez de turbinas, motores elétricos e telas enormes, ele aposta em leveza, comandos físicos e conexão direta entre motorista e carro.
A novidade da marca texana terá produção restrita a 71 unidades. O preço inicial é de US$ 2,5 milhões, antes de impostos e personalizações.
O coração do Hennessey Blackbird será um novo V8 aspirado de 6,2 litros, criado em parceria com a Ilmor Engineering. A empresa é conhecida por sua experiência em competições como IndyCar e NASCAR.
A potência projetada fica entre 800 e 850 cv, enquanto o motor deverá superar 9.000 rpm. Não haverá turbos, sistema híbrido ou tração integral, escolhas que reforçam a proposta mais mecânica do modelo.
A Hennessey quer que o conjunto ofereça resposta imediata ao acelerador e um som marcante em altas rotações. O torque definitivo ainda não foi informado pela fabricante.
Um dos grandes diferenciais do Hennessey Blackbird está na transmissão. O V8 manda toda a força para as rodas traseiras por meio de um câmbio manual de seis marchas com seletor metálico exposto.
Esse tipo de configuração se tornou incomum entre os carros mais extremos do mercado. No Blackbird, a mudança manual de marchas não é apenas um detalhe nostálgico: ela é parte central da experiência proposta pela Hennessey.
O modelo também terá ABS e controle de tração, recursos importantes para administrar a potência em um carro leve e com tração traseira.
Mesmo priorizando uma condução mais envolvente, o Blackbird terá números dignos de um hipercarro. A estimativa da Hennessey é de 0 a 60 mph, equivalente a cerca de 97 km/h, em 2,5 segundos.
A velocidade máxima projetada é de 220 mph, ou aproximadamente 354 km/h. Esses números ainda são metas de fábrica, pois o carro está em desenvolvimento e poderá receber ajustes até a versão final.
O Hennessey Blackbird usará uma estrutura monocoque de fibra de carbono, acompanhada por carroceria feita no mesmo material. A marca trabalha com peso seco abaixo de 1.360 kg.
A combinação de baixo peso, potência elevada e tração traseira deve resultar em uma relação peso-potência muito agressiva. Para manter o carro controlável, a suspensão terá arquitetura inboard e ajuste adaptativo.
Os pneus escolhidos são Michelin Pilot Sport Cup 2, voltados para carros de alto desempenho em pista e estrada.
O nome e as linhas do hipercarro fazem referência ao Lockheed SR-71 Blackbird, lendário avião de reconhecimento dos Estados Unidos. A inspiração aparece no perfil alongado, nas entradas de ar e nos estabilizadores verticais ativos na traseira.
O Blackbird não tenta copiar o avião. A ideia foi adaptar elementos da aviação ao desenho de um carro de rua, criando uma identidade própria dentro da linha da Hennessey.
A carroceria também traz teto com tomada de ar, quatro saídas de escape e elementos aerodinâmicos pensados para estabilidade em alta velocidade.
O interior segue a mesma filosofia do conjunto mecânico. O Hennessey Blackbird não terá central multimídia visível, painel digital tradicional ou comandos no volante.
Em seu lugar, o motorista encontrará conta-giros analógico central, botões físicos, chave de ignição convencional e o mecanismo exposto do câmbio manual. A intenção é reduzir distrações e deixar a condução no centro da experiência.
Apesar disso, o modelo não foi pensado apenas para voltas em circuito. A Hennessey prevê espaço para duas malas de mão no compartimento dianteiro e áreas extras para pequenos objetos.
A Hennessey planeja construir o Blackbird no Texas a partir de 2029. As primeiras entregas são esperadas entre 2029 e 2030, após o encerramento programado da produção do Venom F5.
Serão apenas 71 exemplares para todo o mundo. Por isso, o modelo terá uma produção ainda mais exclusiva do que muitos hipercarros de marcas tradicionais.
O Hennessey Blackbird não foi criado para vencer a disputa por maior potência ou maior velocidade máxima. Seu foco é oferecer uma experiência que ficou rara: um carro muito leve, potente, traseiro, aspirado e manual.
Com V8 6.2 de até 850 cv, estrutura de fibra de carbono, 354 km/h projetados e apenas 71 unidades, ele representa uma escolha incomum em uma era dominada por eletrificação, automação e tecnologia digital.
05/08/2026