Rodas de 26 polegadas aguentam 900 cv neste projeto insano?
O Chevrolet Caprice 1971 estilo Donk despeja 900 cv nas rodas aro 26 através do motor 434 LSX Procharger, cravando o quarto de milha em 10 segundos. O projeto une força e luxo customizado.
- Danniel Bittencourt
- 28/09/2026
- 8:23 pm

Chevrolet Caprice 1971 Donk: 900 cv, rodas aro 26 e acabamento Rose Gold
Este Caprice 1971 mostra que um clássico americano pode unir estilo extravagante e desempenho de arrancada. O projeto combina um V8 sobrealimentado, chassi reforçado e um interior tecnológico, sem alterar o desenho original da carroceria.
Ficha técnica
- Motor: 434 LSX sobrealimentado por Procharger F1X
- Potência: 900 cv nas rodas, com baixa pressão no compressor
- Transmissão: automática 4L80, preparada para até 1.500 cv
- Diferencial: Moser de 9 polegadas, eixos de 35 estrias e Wavetrac
- Suspensão: braços tubulares QA1, four-link atrás e amortecedores ajustáveis nos quatro cantos
- Freios: pinças Baer de seis pistões e discos de 14 polegadas
- Rodas: Forgiato de 26 polegadas
- Arrancada: 402 metros em 10 segundos
Mecânica
O cofre do motor é limpo, com chicotes elétricos escondidos. Cabeçotes e coletor de admissão Frankenstein aparecem totalmente polidos.
A força chega ao solo pela transmissão 4L80, ligada ao diferencial Moser de 9 polegadas com eixos de 35 estrias e sistema Wavetrac.
Diferentemente dos habituais lançamentos, este clássico da Chevrolet tem comportamento rústico. Em configurações acima de 1.000 cv, o sedã sofria com falta de tração na pista. Por isso a potência foi limitada aos atuais 900 cv, o que preservou a dirigibilidade.
Chassi e suspensão
O chassi foi totalmente fechado em formato de caixa. Na traseira, o sistema four-link com braços QA1 suporta o impacto das rodas de 26 polegadas.
O peso exato não foi informado no vídeo analisado. A estimativa é de 5.000 a 5.500 libras. Os amortecedores duplamente ajustáveis controlam a rolagem da carroceria, e os freios Baer foram superdimensionados para o conjunto.
Como em outras curiosidades do mundo Donk, o visual afeta a dinâmica. Os pneus de perfil baixo (255/35 na dianteira e até 285 na traseira) deixam o rodar mais rígido em pisos irregulares. Com os amortecedores na carga máxima, os solavancos passam para a estrutura com mais força.
Estética Rose Gold
A cor Rose Gold foi copiada da carcaça de um smartphone, a pedido do proprietário original, que faleceu antes da conclusão. O tom combina com as bordas polidas das rodas exclusivas.
A carroceria manteve o desenho original:
- maçanetas e frisos originais, repolidos;
- parachoques de metal;
- saídas de ar na tampa do porta-malas, típicas da versão 1971.
A grade frontal é uma peça de reposição TR, que esconde parte dos intercoolers e duas válvulas de prioridade na parte inferior. O escapamento, feito sob medida em aço inox pela American Iron, tem tubulação de três polegadas até a traseira.
Cabine e tecnologia
- Painel: tela Holley Pro Dash conectada ao módulo Dominator.
- Som: sem aparelho tradicional. A conexão é por Bluetooth, com controle rotativo de volume no console.
- Bancos: adaptados de um Cadillac CTS-V2, reestofados para combinar com os painéis de porta feitos sob medida.
- Teto solar: panorâmico, retirado de um Mini Cooper e soldado ao teto de chapa do clássico.
- Porta-malas: ocupado pelo sistema de som, focado em alta pressão sonora e monitorado por marcadores de amperagem e decibéis.
Desempenho na prática
Na configuração atual, o Caprice completa os 402 metros em 10 segundos. Em velocidade de cruzeiro, o rodar é calmo, mas responde com aceleração forte quando exigido.
Ao pisar fundo, a traseira perde aderência por um instante, até os pneus morderem o asfalto e deslocarem o sedã pesado. A transmissão faz as trocas no momento certo, e o som do V8 se mistura ao assobio do Procharger.
Em puxadas longas, a correia do sobrealimentador escorrega de forma audível. Ainda assim, a mecânica aguenta o uso agressivo constante.







