Valhalla Spider estreia em Las Vegas com teto removível
Aston Martin Valhalla Spider estreia com 1.079 cv, teto removível e 350 km/h. Ainda sem preço nem data oficial no Brasil, onde o cupê já foi entregue.
- Danniel Bittencourt
- 28/10/2026
- 5:46 pm

O que mudou de verdade
A Aston Martin apresentou o Valhalla Spider entre 27 e 28 de outubro de 2026, com estreia pública no Concours at Wynn Las Vegas. É a versão aberta do hipercarro híbrido, ano-modelo 2028. É um lançamento mundial, não uma chegada ao Brasil.
Acompanho o Valhalla desde que o cupê foi entregue por aqui, em 2026. Quando vi que a marca prometia 350 km/h num conversível, pensei que ali havia algo raro mesmo entre os hipercarros.
O teto é de tecido preto, removível e guardável, de série. Como opcional há um hardtop de fibra de carbono. Com a capota de tecido instalada, a velocidade máxima fica limitada a 200 km/h. Com o hardtop ou a céu aberto, chega aos 350 km/h, o que a marca posiciona como seu conversível mais rápido já feito.
Motor, desempenho e consumo
Segue o mesmo conjunto do cupê: V8 4.0 biturbo de 828 cv, três motores elétricos de 251 cv, câmbio de dupla embreagem de 8 marchas e tração integral. A potência combinada é de 1.079 cv (1.064 hp na conversão americana, o mesmo número em outra unidade) e o torque é de 1.100 Nm.
A diferença técnica está na aerodinâmica e no controle de estabilidade. O snorkel de admissão ficou 35 mm mais alto, o defletor de vento é destacável em três partes, e a aerodinâmica ativa e o ESP ganharam calibrações para rodar com ou sem teto. Consumo e autonomia elétrica não foram detalhados no comunicado.
Design, interior e tecnologia
Os novos bancos Touring de fibra de carbono vêm de série e facilitam entrar e sair. Os bancos esportivos do cupê continuam disponíveis sem custo extra. As portas dihedrais abrem de forma mais suave e agora têm desenho sem moldura.
A downforce passa de 600 kg com o teto instalado. Segundo a imprensa especializada, o Spider pesa cerca de 25 kg a mais que o cupê, dado que a marca não detalhou. Dimensões e porta-malas também não saíram no release.

Vale a pena? Pra quem faz sentido?
Prós
- 1.079 cv e 350 km/h com o hardtop ou sem teto
- Bancos Touring de fibra de carbono de série
- Aerodinâmica e ESP recalibrados para rodar aberto
Contras
- Sem preço oficial e sem data para o Brasil
- Limite de 200 km/h com a capota de tecido
- Cerca de 25 kg a mais que o cupê, segundo a imprensa
Como entusiasta, eu vejo que o Spider faz sentido para quem já aceitou o patamar de preço do Valhalla e quer o mesmo carro sem teto, sem abrir mão do desempenho. Para o comprador brasileiro, o ponto de atenção é a incerteza: sem cota e sem preço, ainda não dá para calcular o custo de importação.

Vale a pena? Pra quem faz sentido?
Pontos fortes
- Preço de entrada chinês muito abaixo do que se vê em SUVs elétricos premium no Brasil
- Plataforma de 800 V e 270 km recuperados em 10 minutos, segundo a marca
- EREV com 1.315 km combinados no CLTC
Pontos fracos
- Sem confirmação de importação, preço ou data para o Brasil
- Autonomia em CLTC, ciclo mais generoso que os usados por aqui
- Porta-malas, segurança e ADAS ainda sem confirmação
Como entusiasta, eu vejo que o Alpha T7 mostra o padrão que os SUVs chineses eletrificados estão estabelecendo em tamanho, tecnologia e preço. Se vier, será uma pressão real sobre BYD e MG, mas hoje é um carro para acompanhar, não para planejar a compra.

Ficha técnica
| Item | Valhalla Spider |
|---|---|
| Teto | Tecido removível de série; hardtop de fibra de carbono opcional |
| Velocidade máxima | 350 km/h; 200 km/h com capota de tecido |
| Downforce | Mais de 600 kg com teto instalado |
| Snorkel de admissão | 35 mm mais alto |
| Peso | Cerca de 25 kg acima do cupê (imprensa) |
| Preço oficial | Não confirmado |
| Entregas | A partir do 3º trimestre de 2027 |

