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Carros Bem Montados

Toyota Supra A90: história, motor, versões e o fim da quinta geração

O Toyota Supra A90 trouxe de volta o esportivo da marca em 2019, com motor de seis cilindros em linha, tração traseira e plataforma desenvolvida com a BMW.

Toyota Supra A90
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Depois de um intervalo de mais de duas décadas desde a saída de linha da geração anterior, o Supra voltou ao mercado como um cupê de dois lugares, focado em condução. O A90 é a quinta geração do modelo e passou a se chamar GR Supra, em referência à divisão Gazoo Racing da Toyota.

O retorno veio acompanhado de polêmica, principalmente por causa da parceria com a BMW, que forneceu motor, câmbio e parte da base técnica. Ainda assim, o carro se firmou como um dos esportivos japoneses mais comentados da última década.

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Como nasceu o Toyota Supra A90?

O projeto ganhou forma a partir do conceito FT-1, apresentado em 2014, e chegou à versão de produção em 2019. O carro foi desenvolvido em parceria com a BMW, que lançou ao mesmo tempo o roadster Z4 sobre a mesma plataforma.

A produção do A90 foi feita na fábrica da Magna Steyr, em Graz, na Áustria. A Toyota ficou responsável pelo ajuste de chassi, suspensão e direção, buscando um comportamento próprio para o Supra.

Design e proporções

O A90 tem entre-eixos curto para o porte, em torno de 2,47 metros, e comprimento de aproximadamente 4,38 metros. Essas medidas ajudam a dar agilidade ao carro e explicam o visual compacto e musculoso.

A carroceria cupê de duas portas tem teto baixo, traseira larga e grandes entradas de ar na dianteira. A Toyota também trabalhou a rigidez da estrutura e a distribuição de peso, tema que sempre foi ressaltado nas apresentações do modelo.

Qual motor equipa o Supra A90?

A versão principal usa o motor 3.0 turbo de seis cilindros em linha, de 2.998 cm³, com tração traseira e câmbio automático de oito marchas. No lançamento, a potência era de 340 cv, com 500 Nm de torque.

Em 2022, a versão 3.0 recebeu ajustes e passou a entregar 382 cv, mantendo os 500 Nm. Nessa configuração, o carro acelera de 0 a 60 mph (cerca de 96 km/h) em 3,9 segundos, com velocidade máxima limitada eletronicamente a 250 km/h.

Existe Supra A90 com motor 2.0?

Sim. Em alguns mercados, a Toyota passou a oferecer uma versão de entrada com motor 2.0 turbo de quatro cilindros, com 258 cv e 400 Nm de torque. A proposta era oferecer um Supra mais leve na dianteira e com preço menor.

A versão 3.0 continuou sendo a mais procurada e a que melhor representa o conceito do carro.

Câmbio manual no Supra

Depois de anos com câmbio automático como única opção, o Supra 3.0 passou a oferecer também uma caixa manual de seis marchas, com sistema que ajusta as rotações nas reduções. A novidade atendeu a um pedido constante dos entusiastas.

Versões especiais e o fim da produção

Perto do fim do ciclo, a Toyota lançou a GR Supra A90 Final Edition, produzida em quantidade limitada. Ela chegou com motor 3.0 de 429 cv, câmbio manual, freios Brembo maiores e ajustes de suspensão, direção e diferencial ativo.

Ao mesmo tempo, a versão 3.0 regular recebeu atualizações como reforços estruturais e freios mais potentes, que em alguns mercados foram associadas ao nome Lightweight Evo. A produção do A90 foi encerrada no início de 2026, e a Toyota afirmou que o nome seguirá presente no automobilismo.

Ficha técnica

Dados da versão GR Supra 3.0 com câmbio automático, a partir de 2022.

ItemEspecificação
Motor3.0 turbo, 6 cilindros em linha
Cilindrada2.998 cm³
AspiraçãoTurbocompressor
Potência382 cv
Torque500 Nm
CâmbioAutomático de 8 marchas
TraçãoTraseira
0 a 60 mph (cerca de 96 km/h)3,9 s
Velocidade máxima250 km/h (limitada eletronicamente)
Comprimento4.382 mm
Entre-eixos2.470 mm
Peso em ordem de marcha1.542 kg
Porta-malas289 litros
Tanque de combustível52 litros
Lugares2

Um retorno que reacendeu o debate sobre o que faz um Supra

O Supra A90 nunca foi um carro unânime. A origem compartilhada com a BMW dividiu opiniões, mas o comportamento em curva, o ronco do seis em linha e a tração traseira garantiram ao modelo um lugar entre os esportivos mais relevantes da sua época.

Com o fim da quinta geração, o A90 fecha um capítulo curto, de cerca de sete anos, e deixa o nome do Supra em evidência para o que vier a seguir.

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