Acura NSX: o supercarro que Ayrton Senna ajudou a criar
O Acura NSX de 1990 foi o primeiro carro de produção com chassi todo em alumínio, criado com ajuda de Ayrton Senna para rivalizar com a Ferrari 348.

Por Que o Acura NSX de 1990 Mudou os Supercarros Para Sempre?
O NSX foi o primeiro automóvel de produção do mundo com chassi monocoque totalmente construído em alumínio. Essa escolha reduziu peso sem abrir mão de rigidez estrutural.
A Honda queria provar que dava para fazer um supercarro confiável, fácil de dirigir no dia a dia e ainda assim rápido o suficiente para incomodar a Ferrari 348, principal rival da época.
O carro estreou no Chicago Auto Show em fevereiro de 1989 e chegou às lojas do Japão em 1990, sob o nome Honda NSX. Nos Estados Unidos, foi vendido como Acura NSX a partir de 1991.
Qual Foi o Papel de Ayrton Senna no Acura NSX?
Senna testou o protótipo em pista e reclamou que o chassi torcia demais em curvas de alta velocidade. A partir dessa crítica, os engenheiros da Honda reforçaram a estrutura do carro antes de liberá-lo para produção.
Na época, Senna já era tricampeão mundial de Fórmula 1 e piloto da equipe motorizada pela própria Honda. Seu feedback técnico ajudou a moldar a suspensão e a entrega de direção do NSX.
Essa parceria informal virou um dos capítulos mais lembrados da história do modelo, associando o NSX à precisão de um carro de corrida desde o primeiro dia.
Qual Motor e Potência o Acura NSX Original Tinha?
Na versão de lançamento, o NSX usava um V6 3.0 litros com sistema VTEC, entregando 270 cv com câmbio manual de cinco marchas ou 252 cv na versão automática de quatro marchas.
O motor, batizado C30A, tinha bloco e cabeçote em alumínio e girava até 8.000 rpm, um número alto para a época. O câmbio ficava atrás do motor, numa configuração de mid-engine com tração traseira.
Em 1997, a Honda aumentou a cilindrada para 3.2 litros no motor C32B, elevando a potência para 290 cv e 304 Nm de torque, sempre acoplado a um novo câmbio manual de seis marchas.
O Que Mudou no Acura NSX ao Longo dos Anos?
A atualização mais visível veio em 2002, quando o NSX perdeu os clássicos faróis retráteis e passou a usar lanternas fixas, além de suspensão revisada.
A cabine também chamava atenção pela visibilidade generosa, inspirada propositalmente na cabine de um caça F-16, para dar ao motorista uma visão ampla da pista.
Ao longo da produção, surgiram ainda versões esportivas como Type R e Type S, focadas em redução de peso e resposta mais direta, vendidas principalmente no mercado japonês.
Vale lembrar que as imagens usadas neste artigo são de um perfil que encontramos no Instagram, e servem como exemplo prático do que esse carro é capaz de entregar quando modificado.
O Acura NSX de 1990 Ainda Vale a Atenção Hoje?
Sim, e cada vez mais. O NSX original é hoje um clássico cultuado, tanto pela engenharia pioneira quanto pela ligação direta com Ayrton Senna.
A produção seguiu até novembro de 2005, encerrando 15 anos de história sem que o design básico do carro precisasse de grandes revoluções, prova de quão bem resolvido ele nasceu.
Para colecionadores e entusiastas, o NSX de primeira geração representa o momento em que um fabricante japonês mostrou que supercarro também pode ser confiável, prático e acessível na manutenção — sem perder o caráter de esportivo puro.
Por: Danniel Bittencourt
27/08/2026







