Eccentrica V12 Roadster 2027 é o Diablo que perdeu o teto e ganhou precisão
O Eccentrica V12 Roadster 2027 recria o Lamborghini Diablo sem teto, com V12 aspirado de 550 cv, câmbio manual de seis marchas e produção limitada a 19 unidades.

O que é o Eccentrica V12 Roadster 2027?
O Eccentrica V12 Roadster é uma releitura moderna e sem teto do Lamborghini Diablo, criada para preservar a experiência analógica que praticamente desapareceu dos supercarros atuais.
A base é um Diablo de primeira geração, mas a proposta vai muito além de restaurar um clássico. A Eccentrica revisa chassi, motor, suspensão, freios e carroceria para entregar respostas mais precisas sem apagar o caráter brutal do V12 italiano.
É um restomod para quem vê valor no ritual: motor aspirado, pedal de embreagem, alavanca manual exposta e nenhuma tentativa de transformar o carro em uma máquina silenciosa ou fácil de conduzir.
O V12 aspirado entrega 550 cv sem recorrer a turbo
O Roadster usa um V12 5.7 aspirado de 550 cv e 600 Nm, instalado em posição central-traseira e ligado às rodas traseiras por um câmbio manual de seis marchas com grelha metálica.
A mecânica recebeu recalibração eletrônica, corpos de borboleta eletrônicos, melhorias na admissão e um trabalho mais cuidadoso de gerenciamento térmico. O objetivo não foi apenas elevar números, mas tornar o acelerador mais vivo e o motor mais disposto em alta rotação.
Os números confirmam que o projeto não vive somente de nostalgia:
550 cv a 7.000 rpm
600 Nm de torque a 6.500 rpm
0 a 100 km/h em 3,8 segundos
Velocidade máxima de 335 km/h
Tração traseira e câmbio manual de seis marchas
Em uma época dominada por motores turbo, sistemas híbridos e transmissões de dupla embreagem, um V12 aspirado com comando manual é quase uma declaração de resistência.
Sem teto, mas com estrutura reforçada
Retirar o teto de um carro como o Diablo exige mais do que coragem estética. A Eccentrica reforçou a estrutura tubular de aço com elementos de fibra de carbono para compensar a perda de rigidez típica de um roadster.
A carroceria é feita integralmente de fibra de carbono, o que ajuda a reduzir massa e permite reinterpretar as linhas baixas e largas do Diablo com superfícies mais limpas. O resultado mantém o para-brisa curto, a traseira musculosa e a silhueta que tornou o supercarro italiano um ícone dos anos 1990.
O peso informado gira em torno de 1.540 kg, com distribuição de 41% na dianteira e 59% na traseira. Essa configuração favorece tração nas saídas de curva, mas também exige respeito quando o V12 entrega força às rodas traseiras.
Suspensão e freios foram pensados para atacar curvas
O Eccentrica V12 Roadster não usa a dinâmica de um Diablo original como referência final. A suspensão tem geometria revista e amortecedores semiativos sob medida, capazes de adaptar o comportamento do carro sem eliminar sua comunicação mecânica.
Os freios Brembo usam discos de 380 mm na dianteira e 345 mm na traseira. Eles trabalham com pneus Pirelli Trofeo R, feitos para oferecer aderência muito alta em uso esportivo e pista.
A proposta é clara: o Roadster deve continuar exigente e físico, porém menos impreciso que o Diablo de época. Ele não tenta esconder suas reações, apenas dá ao motorista ferramentas melhores para explorá-las.
Por que serão apenas 19 unidades?
A Eccentrica vai produzir somente 19 exemplares do V12 Roadster, todos configurados de forma individual para seus proprietários.
Essa limitação acompanha a lógica da marca: cada carro parte de um Lamborghini Diablo doador e recebe uma reconstrução extensa, com peças desenvolvidas especialmente para o projeto. Não se trata de uma conversão simples de carroceria.
O preço oficial ainda não foi divulgado. Como referência, o cupê Eccentrica V12 parte de cerca de 1,2 milhão de euros antes da compra do Diablo doador, o que deixa claro o nível de exclusividade esperado para o Roadster.
O Eccentrica V12 Roadster vale a atenção?
O Eccentrica V12 Roadster faz sentido para colecionadores que valorizam a experiência que os supercarros modernos deixaram para trás: V12 aspirado, câmbio manual, tração traseira e condução sem filtros.
Mais do que um Diablo conversível atualizado, ele é uma resposta apaixonada à era digital do automóvel. Com apenas 19 unidades, o modelo não pretende competir em volume ou tecnologia; ele existe para manter viva uma forma visceral de pilotar.
Por: Danniel Bittencourt
15/08/2026








