Gordon Murray T.33 revela como um supercarro leve ainda pode surpreender
O Gordon Murray T.33 é um supercarro de 1.090 kg com motor V12 3.9 aspirado de 617 cv, câmbio manual e foco total em leveza, resposta rápida e uso real fora das pistas.

O que é o Gordon Murray T.33 e por que ele chama tanta atenção?
O Gordon Murray T.33 é um supercarro de dois lugares criado para priorizar prazer ao volante, baixo peso e mecânica aspirada em uma era dominada por turbos e sistemas híbridos.
Na prática, ele nasce como uma proposta mais usável e menos extrema que o T.50, mas sem abandonar a ideia central da marca: entregar um carro leve, rápido e muito conectado ao motorista.
Esse posicionamento ajuda a explicar o interesse em torno do modelo. Muita gente busca entender se ele é apenas mais um superesportivo raro ou se realmente oferece algo diferente dos rivais atuais.
Por que o V12 do Gordon Murray T.33 virou o centro da conversa?
Porque ele reúne números raros até entre supercarros de elite. O T.33 usa um V12 Cosworth de 3.994 cc, aspirado, com 617 PS a 10.250 rpm e limite de giro de 11.100 rpm.
Mais importante que a potência bruta é a forma como esse motor entrega desempenho. Segundo a própria GMA, 75% do torque máximo aparece já a 2.500 rpm, enquanto 90% fica disponível entre 4.500 e 10.500 rpm, o que melhora bastante a dirigibilidade fora de um uso extremo.
Em um mercado cheio de motores menores com sobrealimentação, o T.33 aposta na resposta imediata, no som de admissão e na progressão linear de giro. É justamente esse conjunto que faz o carro ser visto como um supercarro mais emocional do que estatístico.
O T.33 é manual?
Sim, e esse é um dos seus grandes atrativos. O carro foi lançado com câmbio manual de seis marchas como configuração padrão, com transmissão desenvolvida pela Xtrac e proposta claramente analógica.
Também houve menção a opção automatizada no cupê em materiais de lançamento, mas a alma do projeto sempre esteve na interação mais direta entre carro e motorista.
O baixo peso faz tanta diferença assim?
Faz, e talvez seja o ponto mais decisivo do projeto. O T.33 tem peso seco de 1.090 kg, número muito baixo para um supercarro com motor V12 central e construção moderna em carbono.
Essa massa reduzida melhora aceleração, frenagem, mudanças de direção e sensação de agilidade. A relação peso-potência declarada chega a 566 PS por tonelada, o que ajuda a explicar por que o carro não depende de potência absurda para ser muito rápido.
A estrutura usa a tecnologia iStream Ultralight com monocoque de carbono e foco obsessivo em eliminar quilos desnecessários. Em vez de encher o carro de soluções complexas para depois compensar com mais potência, Gordon Murray seguiu o caminho oposto.
O Gordon Murray T.33 foi pensado só para pista?
Não. Apesar dos números impressionantes, o T.33 foi concebido como um supercarro para estrada, com foco declarado em usabilidade no dia a dia e comportamento menos radical que o T.50.
A aerodinâmica também segue essa lógica. A marca afirma que o carro usa um sistema passivo de controle da camada limite, com difusores, dutos inferiores e aerofólio traseiro ativo, dispensando soluções visuais exageradas e preservando linhas mais limpas.
Esse equilíbrio entre desempenho e convivência real ajuda a diferenciar o modelo. Ele não tenta ser o mais chamativo do segmento, mas sim um dos mais refinados para quem valoriza sensação de condução acima de números de marketing.
O que mais destaca o T.33 diante dos rivais modernos?
O principal diferencial está na coerência do conjunto. O carro junta V12 aspirado, leveza extrema, tração traseira, dimensões relativamente compactas e cabine focada no essencial, com conta-giros analógico e comandos físicos.
Também pesa o fator exclusividade. A produção do cupê foi limitada a 100 unidades, o que coloca o modelo em um patamar muito seleto mesmo entre carros de altíssimo valor.
No fim, o T.33 faz mais sentido para quem enxerga supercarro como experiência mecânica completa, e não apenas como objeto de coleção ou disputa de potência. É um carro raro porque vai contra a corrente, e justamente por isso virou assunto tão rápido entre entusiastas.
Danniel Bittencourt
14/08/2026



