
A Geely apresentou o Xingrui L Plus, sedã que cresce de tamanho, ganha motor híbrido eficiente e chega recheado de tecnologia. O carro mira direto nos concorrentes mais vendidos da categoria.

A Geely apresentou, em julho de 2026, a nova geração do Xingrui. Agora chamado de Xingrui L Plus, o sedã cresce de tamanho e ganha um discurso simples: oferecer espaço de carro grande por um preço de categoria média.
São quase cinco metros de comprimento e entre-eixos de 2.845 mm. Com essas medidas, o carro mira direto em rivais como Toyota Camry Hybrid, Honda Accord e Volkswagen Passat.
O design segue uma linguagem batizada de “Oriental Timeless”, inspirada nos 24 períodos do calendário solar chinês. A grade dianteira tem 31 barras verticais na vertical, e os faróis usam duas lentes com corte em formato de diamante.
Por dentro, a Geely fala em uma cabine de 4,2 m² e taxa de aproveitamento interno de 84,5%. Na prática, isso quer dizer pouco espaço perdido com estrutura e mais lugar de verdade pra quem senta no carro. O porta-malas soma 566 litros.
A parte tecnológica é onde o Xingrui L Plus tenta se diferenciar. O painel de instrumentos tem 10,2 polegadas, a tela central chega a 15,4 polegadas em resolução 2.5K, e o head-up display mede 16,6 polegadas. Tudo roda no sistema Flyme Auto 2, desenvolvido com a Meizu, com um assistente de voz chamado EVA.
A Geely também colocou dentro do carro um robô físico, o EVA Intelligent Robot, capaz de interagir com quem está a bordo além do comando de voz. É algo raro de ver em carro de produção em série.
Na segurança, o destaque é o lidar montado no teto, item que muita marca ainda reserva só pra versão mais cara. Junto com uma matriz de sensores de alta performance, o sistema permite funções de condução assistida avançadas.
O Xingrui L Plus vem com três motorizações. A entrada é o 1.5 turbo com 201 cv, seguido pelo 2.0 turbo com 272 cv, os dois com tração dianteira. Mas a versão que chama mais atenção é a híbrida 1.5T i-HEV, com câmbio DHT de três marchas e consumo oficial de 3,98 L/100 km no ciclo WLTC, o que dá cerca de 23,7 km/l.
Num teste em estrada na ilha de Hainan, essa versão híbrida rodou com consumo ainda menor, de 2,2 L/100 km. O resultado rendeu à Geely uma certificação do Guinness World Records por eficiência.
A base é a plataforma CMA, desenvolvida pela CEVT, subsidiária sueca da Geely, com forte influência da engenharia da Volvo. Essa origem ajuda a explicar por que os modelos da família Xingrui costumam ser elogiados pela rigidez estrutural e pelo comportamento em curva.
Ainda faltam informações como preço oficial, nomes comerciais das versões e itens de série de cada configuração. A Geely deve detalhar esses pontos conforme as entregas se aproximam, previstas para agosto de 2026 na China.
Fica no ar a pergunta: um sedã chinês com esse nível de espaço, consumo e tecnologia consegue convencer quem hoje dirige um Camry ou um Accord a trocar de carro?
17/07/2026