Carros Bem Montados

Changan UNI-T 2026 chega ao Brasil com ADAS Nível 2 e estacionamento por controle remoto

O CAOA Changan UNI-T 2026 chega ao Brasil fabricado em Goiás, com motor 1.5 turbo flex de 180 cv, sistema ADAS Nível 2 e estacionamento por controle remoto por R$ 169.990.

Changan UNI-T 2026

O SUV médio que entrou pela porta da frente

O CAOA Changan UNI-T chegou ao mercado brasileiro em março de 2026 com uma aposta direta: competir no segmento de SUVs médios sem depender de eletrificação.

Fabricado em Anápolis (GO) no regime CKD — componentes importados montados localmente —, o modelo tem preço único de R$ 169.990 na versão Infinity.

Esse valor coloca o UNI-T no mesmo patamar das versões topo de linha de SUVs compactos, como o Volkswagen Nivus Highline. Só que com carroceria, espaço e equipamentos de uma categoria acima.

Os concorrentes diretos são Jeep Compass, Toyota Corolla Cross, Volkswagen Taos e Honda ZR-V.

Curiosidade real: o processo de adaptação do motor para etanol exigiu mais de 2 milhões de quilômetros de testes de validação em campo — um número incomum para qualquer projeto de carro térmico flex.

Design que chama atenção nas ruas

O UNI-T tem carroceria no estilo SUV cupê: longa, larga e com teto descendente na traseira. São 4.530 mm de comprimento, 1.870 mm de largura e 1.565 mm de altura.

Na dianteira, a grade “Borderless” é formada por blocos em losango que se fundem à lataria sem moldura visível. Os faróis Wing Full LED ficam divididos: as luzes diurnas no capô e os projetores principais embutidos no para-choque.

Na lateral, as maçanetas são retráteis — nas portas traseiras ficam escondidas na coluna C, dando aparência de carro de duas portas. Isso contribui para um coeficiente de arrasto estimado próximo de 0,27 Cd, próximo ao de sedãs executivos.

Destaque positivo: as rodas Pirelli P-Zero 245/45 R20 com aro de 20 polegadas são raras nesse preço e fazem diferença na aderência e na aparência.

Ponto de crítica: o teto cupê force os passageiros traseiros a sentar baixo, o que reduz a visibilidade pelas janelas — especialmente para quem tem estatura mediana.

Tela grande, cheiro de perfume e alerta só pro motorista

O painel é horizontal e orientado ao motorista. O destaque imediato são as duas telas UHD unidas, totalizando 25,1 polegadas — sendo 12,3″ para o painel digital e 12,8″ para a multimídia com Apple CarPlay e Android Auto sem fio.

Os bancos dianteiros têm ajuste elétrico, aquecimento e ventilação forçada. O sistema de som tem 11 alto-falantes Pioneer, com dois miniaturizados no encosto de cabeça do motorista.

Esses dois alto-falantes direcionais têm uma função prática: os alertas do ADAS — beeps de troca de faixa, GPS, pisca-alerta — são emitidos só por eles, sem incomodar os demais passageiros.

O carro também conta com aromaterapia ativa integrada ao ar-condicionado, com três fragrâncias selecionáveis pela tela.

Ponto forte: o nível de equipamentos supera a maioria dos rivais nessa faixa de preço.

Limitação real: funções básicas como o ajuste dos espelhos retrovisores ficam escondidas em menus da tela — exige adaptação.

Motor a combustão, câmbio inteligente e suspensão acima da média

O motor é um 1.5 TGDi turbo flex de quatro cilindros com 180 cv e torque de 29,2 kgfm, disponível entre 1.600 e 4.100 rpm. Na prática, isso significa resposta imediata desde baixa rotação e força folgada em ultrapassagens.

O câmbio é DCT de 7 marchas com embreagem úmida — banhada em óleo, o que evita superaquecimento no trânsito parado, comum no calor brasileiro.

A aceleração oficial é de 7,4 segundos dos 0 aos 100 km/h. Testes independentes da Quatro Rodas mediram 8,3 segundos — diferença pequena para o peso de 1.486 kg.

No modo Sport, a 7ª marcha é bloqueada até 180 km/h, mantendo o motor em faixas de torque mais altas.

A suspensão traseira é multilink independente — diferente do eixo de torção usado pelo Toyota Corolla Cross, absorve melhor as irregularidades das vias brasileiras.

Consumo certificado pelo Inmetro:

  • Etanol urbano: 7,1 km/l | Etanol estrada: 8,6 km/l
  • Gasolina urbano: 10,5 km/l | Gasolina estrada: 12,4 km/l

Ponto positivo: câmbio DCT úmido é mais durável em uso urbano intenso.

Limitação: consumo urbano de 7,1 km/l no etanol é alto para quem roda muito em cidade — rivais híbridos fazem o dobro nesse ciclo.

FICHA TÉCNICA

ItemDado
Motor1.5 TGDi turbo flex, 4 cilindros, DOHC 16v
Potência180 cv
Torque29,2 kgfm (1.600 a 4.100 rpm)
CâmbioDCT 7 marchas, embreagem úmida
TraçãoDianteira
0–100 km/h7,4 s (oficial) / 8,3 s (Quatro Rodas)
Vel. máxima220 km/h (limitador eletrônico)
Consumo etanol urbano7,1 km/l
Consumo gasolina estrada12,4 km/l
Tanque55 litros
Peso1.486 kg
Comprimento4.530 mm
Entre-eixos2.710 mm
Porta-malas425 litros (até 495 com piso rebaixado)
Suspensão dianteiraMcPherson independente
Suspensão traseiraMultilink independente
Rodas/pneusAro 20″ / Pirelli P-Zero 245/45 R20
Telas12,3″ (painel) + 12,8″ (multimídia) = 25,1″
Som11 alto-falantes Pioneer
Garantia7 anos ou 150.000 km
PreçoR$ 169.990 (versão única Infinity)
 

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As dúvidas mais comuns sobre o CAOA Changan UNI-T respondidas sem enrolação

1. O CAOA Changan UNI-T tem versão híbrida? Não. O UNI-T 2026 é movido exclusivamente por motor 1.5 turbo flex a combustão. Não há versão híbrida ou elétrica disponível no Brasil.

2. O estacionamento remoto funciona sem motorista dentro do carro? Sim. O sistema “Straight In/Out” move o carro para dentro ou fora da vaga por controle via chave, com o motorista do lado de fora.

3. O câmbio DCT tem problema em trânsito lento? O câmbio usa embreagem úmida (banhada a óleo), o que reduz o risco de superaquecimento em trânsito parado — problema comum em DCT de embreagem seca.

4. Qual é a autonomia com gasolina? Com tanque de 55 litros e consumo de 12,4 km/l em estrada, a autonomia teórica chega a cerca de 680 km.

5. A garantia de 7 anos tem restrições? A garantia cobre 7 anos ou 150.000 km, sem asteriscos divulgados pela marca. A rede de atendimento é exclusiva da CAOA Changan, separada da CAOA Chery.

Vale o preço dentro da categoria

O CAOA Changan UNI-T 2026 entrega uma lista de equipamentos que, na concorrência direta, custaria mais. O estacionamento remoto por controle, as telas duplas de 25,1″, o sistema Pioneer com direcionamento de alertas e a suspensão multilink traseira não aparecem juntos nessa faixa de preço.

Os pontos fracos são reais: o consumo urbano é elevado, a alavanca eletrônica “Control Stick” exige duplo toque para mudar de D para R (o que irrita em manobras rápidas), e os passageiros traseiros sofrem com visibilidade reduzida pelo design cupê.

A garantia de 7 anos ou 150.000 km é um argumento sólido para quem hesita com marcas chinesas.

Dentro da categoria, o UNI-T se destaca pela relação entre tecnologia embarcada e preço. Mas quem roda muito na cidade e quer eficiência energética vai preferir um rival híbrido.

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