Subaru WRX STI: o esportivo com alma de rali que marcou uma geração
O Subaru WRX STI uniu motor boxer turbo, tração integral e herança de rali em um esportivo que atravessou quase três décadas de história.
- Danniel Bittencourt
- 29/10/2026
- 11:55 pm

O WRX STI nasceu da relação entre a Subaru e a STI (Subaru Tecnica International), divisão de competição criada em 1988. A ideia era transformar o Impreza WRX, já conhecido pelo bom desempenho, em uma versão ainda mais afiada, inspirada nos carros que a marca levava ao Mundial de Rali.
Ao longo dos anos, o modelo se tornou referência entre os sedãs esportivos de uso diário. Reuniu um conjunto raro no mercado: motor boxer turboalimentado, câmbio manual e tração integral simétrica com diferencial central controlado pelo motorista.
Como começou a história do Subaru WRX STI?
O Impreza WRX foi lançado em 1992, com motor 2.0 turbo. A versão STI chegou em 1994, no Japão, com ajustes de motor, suspensão e freios feitos pela divisão de competição.
Nos ralis, a Subaru conquistou o título de marcas do Mundial em 1995, 1996 e 1997. Colin McRae levou o título de pilotos em 1995, e Richard Burns e Petter Solberg venceram em 2001 e 2003, respectivamente. Essa trajetória ajudou a consolidar a imagem esportiva do modelo.
Quais foram as gerações do WRX STI?
O modelo passou por mudanças importantes de projeto e de proposta:
- Primeira geração (GC8): de 1994 a 2000, ainda sob o nome Impreza WRX STI, com carroceria compacta e motor 2.0 turbo.
- Segunda geração (GD): a partir de 2000, com os conhecidos faróis redesenhados ao longo da vida do modelo. Foi nessa fase que o WRX STI chegou oficialmente ao mercado americano, em 2004.
- Terceira geração (GR/GV): a partir de 2007, com opção de carroceria hatch e, depois, de sedã.
- Quarta geração (VA): apresentada em 2014, apenas como sedã, com visual mais contido e interior melhor acabado.
A última geração do WRX STI deixou de ser vendida após o modelo 2021. O WRX seguinte, lançado para 2022, não teve versão STI.
O que torna o motor do WRX STI especial?
Na geração VA, o WRX STI usa o EJ257, um quatro cilindros boxer de 2,5 litros com turbo. Nesse tipo de motor, os cilindros ficam deitados e opostos, o que baixa o centro de gravidade e dá ao carro o ronco característico.
A potência é de 305 hp (cerca de 309 cv) a 6.000 rpm, com torque de 393 Nm a 4.000 rpm. O único câmbio disponível é o manual de seis marchas.
Como funciona a tração do WRX STI?
O WRX STI usa tração integral simétrica. Seu diferencial central, o DCCD (Driver Controlled Center Differential), permite ao motorista ajustar a distribuição de torque entre os eixos. Isso ajuda a adaptar o carro a pisos diferentes, como asfalto seco, molhado ou terra.
Esse sistema, somado à suspensão mais firme e aos freios dimensionados para uso esportivo, é o que separa o STI do WRX comum.
Design e interior
O desenho do WRX STI sempre foi funcional. A entrada de ar no capô, as caixas de roda alargadas e a asa traseira grande fazem parte da identidade do modelo desde as primeiras gerações.
Na geração VA, o interior recebeu bancos esportivos, volante com acabamento específico e uma tela multimídia central. O conjunto é mais refinado que o das gerações anteriores, mas mantém o foco no motorista.
Existe uma versão ainda mais exclusiva?
Sim. Em 2019, a Subaru lançou a S209 no mercado americano, uma edição limitada a 200 unidades, com 341 hp. Foi a versão de fábrica mais potente da geração VA.
Ficha técnica (WRX STI, geração VA, mercado americano)
| Item | Especificação |
|---|---|
| Motor | 2.5 boxer, 4 cilindros, turbo (EJ257) |
| Cilindrada | 2.457 cm³ |
| Potência | 305 hp (cerca de 309 cv) a 6.000 rpm |
| Torque | 393 Nm a 4.000 rpm |
| Câmbio | Manual de 6 marchas |
| Tração | Integral simétrica com DCCD |
| Comprimento | 4.595 mm |
| Largura | 1.795 mm |
| Altura | 1.475 mm |
| Entre-eixos | 2.650 mm |
| Tanque | 60 litros |
| Aceleração 0 a 100 km/h | Não divulgado oficialmente |
| Velocidade máxima | Não divulgado oficialmente |
Um esportivo que ficou na memória
O WRX STI foi um dos últimos sedãs esportivos a manter a fórmula completa: motor turbo, câmbio manual e tração integral voltada ao desempenho. Isso ajuda a explicar por que seguiu tão procurado mesmo depois do fim da produção.
Sua história nos ralis, o som do boxer e a postura de carro feito para ser guiado garantiram ao modelo um lugar próprio entre os esportivos japoneses.

