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Carros Bem Montados

Subaru WRX STI: o esportivo com alma de rali que marcou uma geração

O Subaru WRX STI uniu motor boxer turbo, tração integral e herança de rali em um esportivo que atravessou quase três décadas de história.

Subaru WRX STI
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O WRX STI nasceu da relação entre a Subaru e a STI (Subaru Tecnica International), divisão de competição criada em 1988. A ideia era transformar o Impreza WRX, já conhecido pelo bom desempenho, em uma versão ainda mais afiada, inspirada nos carros que a marca levava ao Mundial de Rali.

Ao longo dos anos, o modelo se tornou referência entre os sedãs esportivos de uso diário. Reuniu um conjunto raro no mercado: motor boxer turboalimentado, câmbio manual e tração integral simétrica com diferencial central controlado pelo motorista.

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Como começou a história do Subaru WRX STI?

O Impreza WRX foi lançado em 1992, com motor 2.0 turbo. A versão STI chegou em 1994, no Japão, com ajustes de motor, suspensão e freios feitos pela divisão de competição.

Nos ralis, a Subaru conquistou o título de marcas do Mundial em 1995, 1996 e 1997. Colin McRae levou o título de pilotos em 1995, e Richard Burns e Petter Solberg venceram em 2001 e 2003, respectivamente. Essa trajetória ajudou a consolidar a imagem esportiva do modelo.

Quais foram as gerações do WRX STI?

O modelo passou por mudanças importantes de projeto e de proposta:

  • Primeira geração (GC8): de 1994 a 2000, ainda sob o nome Impreza WRX STI, com carroceria compacta e motor 2.0 turbo.
  • Segunda geração (GD): a partir de 2000, com os conhecidos faróis redesenhados ao longo da vida do modelo. Foi nessa fase que o WRX STI chegou oficialmente ao mercado americano, em 2004.
  • Terceira geração (GR/GV): a partir de 2007, com opção de carroceria hatch e, depois, de sedã.
  • Quarta geração (VA): apresentada em 2014, apenas como sedã, com visual mais contido e interior melhor acabado.

A última geração do WRX STI deixou de ser vendida após o modelo 2021. O WRX seguinte, lançado para 2022, não teve versão STI.

O que torna o motor do WRX STI especial?

Na geração VA, o WRX STI usa o EJ257, um quatro cilindros boxer de 2,5 litros com turbo. Nesse tipo de motor, os cilindros ficam deitados e opostos, o que baixa o centro de gravidade e dá ao carro o ronco característico.

A potência é de 305 hp (cerca de 309 cv) a 6.000 rpm, com torque de 393 Nm a 4.000 rpm. O único câmbio disponível é o manual de seis marchas.

Como funciona a tração do WRX STI?

O WRX STI usa tração integral simétrica. Seu diferencial central, o DCCD (Driver Controlled Center Differential), permite ao motorista ajustar a distribuição de torque entre os eixos. Isso ajuda a adaptar o carro a pisos diferentes, como asfalto seco, molhado ou terra.

Esse sistema, somado à suspensão mais firme e aos freios dimensionados para uso esportivo, é o que separa o STI do WRX comum.

Design e interior

O desenho do WRX STI sempre foi funcional. A entrada de ar no capô, as caixas de roda alargadas e a asa traseira grande fazem parte da identidade do modelo desde as primeiras gerações.

Na geração VA, o interior recebeu bancos esportivos, volante com acabamento específico e uma tela multimídia central. O conjunto é mais refinado que o das gerações anteriores, mas mantém o foco no motorista.

Existe uma versão ainda mais exclusiva?

Sim. Em 2019, a Subaru lançou a S209 no mercado americano, uma edição limitada a 200 unidades, com 341 hp. Foi a versão de fábrica mais potente da geração VA.

Ficha técnica (WRX STI, geração VA, mercado americano)

ItemEspecificação
Motor2.5 boxer, 4 cilindros, turbo (EJ257)
Cilindrada2.457 cm³
Potência305 hp (cerca de 309 cv) a 6.000 rpm
Torque393 Nm a 4.000 rpm
CâmbioManual de 6 marchas
TraçãoIntegral simétrica com DCCD
Comprimento4.595 mm
Largura1.795 mm
Altura1.475 mm
Entre-eixos2.650 mm
Tanque60 litros
Aceleração 0 a 100 km/hNão divulgado oficialmente
Velocidade máximaNão divulgado oficialmente

Um esportivo que ficou na memória

O WRX STI foi um dos últimos sedãs esportivos a manter a fórmula completa: motor turbo, câmbio manual e tração integral voltada ao desempenho. Isso ajuda a explicar por que seguiu tão procurado mesmo depois do fim da produção.

Sua história nos ralis, o som do boxer e a postura de carro feito para ser guiado garantiram ao modelo um lugar próprio entre os esportivos japoneses.

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