Pular para o conteúdo principal

Carros Bem Montados

Esqueça o Corvette: O Mustang GTD Competition retomou a coroa na Alemanha.

O Ford Mustang GTD Competition crava 6:40.835 no Nürburgring e retoma o posto de americano mais rápido. Com V8 supercharged acima de 815 cv e aerodinâmica ativa, a fera nasce para aniquilar o Corvette ZR1X.

Mustang GTD Competition

Como foi a quebra de recorde no Nürburgring?

O Mustang GTD Competition anotou o tempo de 6 minutos e 40.835 segundos na pista alemã, recuperando o título definitivo de carro americano de produção mais rápido da atualidade.

A marca anterior alcançada pela versão padrão do GTD era de 6 minutos e 52 segundos. Esse tempo havia sido superado em três segundos pelo rival Corvette ZR1X.

Provocada pela concorrência, a engenharia da Ford enviou o piloto Dirk Müller de volta ao circuito. O novo tempo coloca o Mustang atrás apenas do AMG One no ranking geral do inferno verde.

O que muda no motor do Mustang GTD Competition?

A fabricante mantém o bloco V8 de 5.2 litros supercharged, mas aplica uma calibração agressiva e ajustes diretos no compressor mecânico para superar a barreira dos 815 cv.

O número exato de potência máxima gerada por essas modificações ainda é mantido em absoluto sigilo pela montadora norte-americana.

Esse aumento de força trabalha perfeitamente aliado a uma redução profunda de peso, aliviando os pesados 1.970 kg encontrados no modelo de entrada.

Como a aerodinâmica baixa o tempo de volta?

O segredo visual e prático está na adição de duplos “dive planes” instalados no para-choque dianteiro para canalizar o vento e pregar o nariz no asfalto.

A gigantesca asa traseira móvel com sistema DRS recebeu novas placas laterais e entradas de ar redesenhadas, gerando carga descendente maciça sem prejudicar o arrasto em retas.

Nas rodas traseiras feitas em magnésio, peças chamadas de aerodisks em fibra de carbono limpam o fluxo de turbulência e agregam um visual de protótipo de Le Mans.

Suspensão e pneus suportam o uso diário nas ruas?

O conjunto de borracha escolhido é o mais próximo possível de um pneu slick de competição, tornando a pilotagem em dias de chuva altamente perigosa e desaconselhável.

Esse conjunto extremo foi a peça-chave para a volta recorde de Dirk Müller, priorizando a aderência mecânica no asfalto seco e em temperaturas elevadas.

A suspensão acompanhou o ganho de aderência adotando amortecedores mais leves, calibrados especificamente para aguentar a força lateral gerada pelo novo pacote aerodinâmico.

O que esperar da cabine e da posição de pilotagem?

O interior abandona os assentos Recaro convencionais da versão padrão em favor de bancos do tipo concha construídos inteiramente em fibra de carbono exposta.

A modificação cirúrgica resolve a falta de apoio lateral exigida pelas forças G extremas, travando o corpo do piloto de forma rígida e perfeitamente centralizada.

Jim Farley, CEO da marca, destacou que o modelo cobra seu preço no conforto. A prioridade passa a ser a ergonomia pura para track days e competições cronometradas.

Qual o rumo da Ford para a alta performance?

As vendas de modelos de nicho e fora de estrada, como as famílias Raptor e Bronco, já representam uma fatia substancial dos lucros globais da companhia.

Farley aponta que o foco da engenharia europeia da empresa se voltará fortemente para veículos com espírito e DNA de rali, fugindo de projetos puramente urbanos e conservadores.

Para a próxima geração de esportivos, a estratégia será focar na dinâmica entre asfalto e terra, deixando para trás a simples guerra de números e cavalaria máxima.

O Mustang GTD Competition vale a pena?

A variante Competition é o passo definitivo para o comprador que achou o projeto de US$ 325 mil do GTD padrão civilizado demais para o uso constante em autódromos.

O modelo sacrifica a usabilidade em vias públicas e o conforto em favor de componentes rígidos, focando em quem exige possuir a máquina americana mais letal já produzida.

Ele cumpre magistralmente seu papel de demonstrar superioridade técnica, esmagando a concorrência e consolidando o motor V8 a combustão como uma força imbatível nos circuitos mundiais.

Com a engenharia atual extraindo o limite absoluto dos pneus e da aerodinâmica, você acredita que os próximos esportivos focarão mais em downforce do que em potência bruta?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *