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Primeiro híbrido plug-in flex do mundo: o GWM Tank 300 2027 foi desenvolvido por engenheiros brasileiros

O GWM Tank 300 PHEV Flex 2027 é apresentado como o primeiro híbrido plug-in flex do mundo, combina motor 2.0 turbo flex com elétrico, entrega 394 cv e chega ao Brasil por R$ 342 mil.

GWM Tank 300 PHEV Flex 2027

O primeiro híbrido flex plug-in do mundo no Brasil

O GWM Tank 300 PHEV Flex 2027 foi anunciado no Salão de Pequim em 2026 e chegou ao mercado brasileiro imediatamente como linha 2027, com preço de R$ 342.000 no site oficial da marca.

A novidade real aqui é a tecnologia: segundo a GWM, é o primeiro híbrido plug-in flex fuel do mundo, combinando motor a combustão que aceita etanol e gasolina com um sistema elétrico de grande bateria. A solução foi desenvolvida pela engenharia brasileira da marca, o que reforça o papel do Brasil na estratégia global da GWM.

No mercado, o Tank 300 disputa espaço com SUVs 4×4 como Jeep Wrangler, Toyota SW4 e Mitsubishi Pajero Sport, todos voltados ao uso fora de estrada na faixa de R$ 300 mil a R$ 400 mil. A diferença é que nenhum deles oferece um sistema PHEV com capacidade de bateria próxima desse nível.

O público que a marca mira é quem quer um 4×4 de verdade para trilhas, mas sem abrir mão de acabamento premium e tecnologia embarcada. A GWM chama esse posicionamento de “luxury adventure”, e o Tank 300 é o modelo que carrega essa bandeira no Brasil.

Design que não tenta disfarçar o que é

O Tank 300 tem carroceria sobre chassi, do tipo body-on-frame, com linhas retas, capô alto e coluna C bem marcada. Não há tentativa de suavizar o visual: o carro é assumidamente um jipão, e parece com isso.

As dimensões confirmam a presença física: 4.760 mm de comprimento, 1.930 mm de largura e 1.903 mm de altura, com entre-eixos de 2.750 mm. No trânsito urbano, o Tank 300 não passa despercebido.

Na dianteira, os faróis circulares em LED com DRL característico formam uma assinatura visual marcante. A grade frontal é larga e direta, sem ornamentos desnecessários. A referência que a imprensa mais usa é o Jeep Wrangler, mas com elementos que lembram também o Mercedes-Benz Classe G.

Nas laterais, estribos e rack de teto completam o conjunto e reforçam a proposta de uso aventureiro. As rodas de 18 polegadas com pneus 265/60 R18 de uso misto deixam claro que o carro foi pensado para ir além do asfalto.

Na traseira, as lanternas retangulares mantêm a linguagem quadrada do restante do carro. Os para-choques e para-lamas têm partes sem pintura, detalhe que separa o Tank 300 visualmente de SUVs voltados apenas ao uso urbano.

A paleta de cores disponível inclui Cinza Dakar, Laranja Saara, Branco Noronha, Preto Khalifa e Vermelho Brava, todas com nomes geográficos que dialogam com a proposta de aventura.

Interior com mais conteúdo que os rivais diretos

Entrar no Tank 300 é encontrar um nível de acabamento que destoa da maioria dos SUVs off-road nessa faixa de preço. Os bancos são revestidos em couro Nappa, os painéis de porta têm costura em padrão diamante e os materiais de contato são todos soft touch.

O banco do motorista tem ajuste elétrico, aquecimento, ventilação, massagem, função easy-entry e memória de posição. Os dianteiros, de forma geral, já entregam aquecimento e ventilação também para o passageiro.

O painel é dominado por duas telas Full HD de 12,3 polegadas, uma para instrumentos e outra para a central multimídia. O sistema traz GPS 3D nativo, Apple CarPlay e Android Auto sem fio, conectividade 4G e atualização de software OTA, sem precisar ir à concessionária.

O som premium conta com 9 alto-falantes, incluindo subwoofer, com potência declarada de 640 W RMS. O ar-condicionado é automático dual zone, com saídas traseiras, e o console central é climatizado.

O porta-malas chega a 863 litros com os bancos na posição normal, podendo alcançar 1.520 litros com rebatimento. Para um SUV sobre chassi, é um número relevante.

O app My GWM permite monitorar carga da bateria, autonomia, pressão dos pneus e controlar funções remotas como climatização e travamento, o que facilita bastante a rotina com um PHEV.

A principal crítica da imprensa especializada é que alguns alertas sonoros dos sistemas de assistência podem ser excessivos no uso diário, o que é um ponto de ajuste que muitos usuários de veículos com ADAS nível 2+ acabam encontrando.

394 cv com flex e três bloqueios de diferencial

O sistema de propulsão combina um motor 2.0 turbo de injeção direta flex com um motor elétrico dianteiro acoplado ao câmbio automático de 9 marchas. A potência combinada declarada é de 394 cv, com torque de 750 Nm (76,4 kgfm).

A GWM informa que esses números se mantêm em relação à versão apenas a gasolina, mesmo com a adoção da tecnologia flex. Isso significa que rodar com etanol não implica perda de desempenho declarado.

A bateria de 37,1 kWh com química NMC proporciona autonomia elétrica de 75 km pelo ciclo Inmetro e 106 km pelo padrão WLTP. Em teste da CNN Brasil, o valor medido chegou a cerca de 100 km apenas no modo elétrico com carga completa.

A aceleração de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos foi confirmada pela Quatro Rodas em pista, alinhada ao dado oficial. A velocidade máxima é limitada eletronicamente em 180 km/h.

Com bateria em carga baixa, a Quatro Rodas mediu 7,7 km/l na cidade e 7,2 km/l na estrada em uso híbrido. Com bateria carregada, a GWM informa médias de até 18,3 km/l na cidade com gasolina e 13,1 km/l com etanol, sempre em uso combinado com o elétrico.

A tração 4×4 conta com caixa de transferência com os modos 2H, 4H e 4L, além de bloqueios eletrônicos de diferencial central, traseiro e dianteiro. São 9 modos de condução disponíveis no sistema Todo-Terreno, incluindo específicos para neve, rocha, lama e areia.

A função Tank Turn auxilia em manobras de raio muito fechado em off-road, e o sistema V2L permite fornecer energia externa de até 3.300 W, o que é útil em expedições e acampamentos.

O ponto que mais recebe críticas nos testes é a integração entre o piloto automático adaptativo e a regeneração de energia: com o ACC ativo, a regeneração é reduzida em algumas situações, o que diminui a eficiência potencial do sistema.

FICHA TÉCNICA

ItemDado
Motor2.0 turbo injeção direta flex (etanol/gasolina)
SistemaHíbrido plug-in (PHEV)
Potência combinada394 cv
Torque combinado750 Nm (76,4 kgfm)
CâmbioAutomático híbrido, 9 marchas, conversor de torque
Tração4×4 com 2H / 4H / 4L e bloqueios central, traseiro e dianteiro
0 a 100 km/h6,8 segundos
Velocidade máxima180 km/h (limitada eletronicamente)
BateriaÍons de lítio, 37,1 kWh, NMC
Autonomia elétrica75 km (Inmetro) / 106 km (WLTP)
Consumo (gasolina)Até 18,3 km/l cidade / 18,8 km/l estrada (dado GWM)
Consumo (etanol)Até 13,1 km/l cidade / 14,1 km/l estrada (dado GWM)
Comprimento4.760 mm
Largura1.930 mm
Altura1.903 mm
Entre-eixos2.750 mm
Porta-malas863 L / 1.520 L (bancos rebatidos)
PesoNão divulgado para a versão 2027
Tanque de combustívelNão divulgado pela fabricante
Preço (Brasil)R$ 342.000

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FAQ

O Tank 300 PHEV Flex é realmente o primeiro híbrido plug-in flex do mundo? É o que a GWM afirma oficialmente. O sistema combina tecnologia PHEV com uso de etanol e gasolina, algo inédito no segmento segundo a marca. A solução foi desenvolvida pela engenharia brasileira da GWM.

Qual a autonomia elétrica real do Tank 300? O Inmetro homologou 75 km de autonomia elétrica. Em teste da CNN Brasil, o modelo percorreu cerca de 100 km apenas no modo elétrico com carga completa, superando o valor oficial.

O consumo cai muito quando a bateria está descarregada? Sim, e é o ponto mais criticado nos testes. Com carga baixa, a Quatro Rodas mediu 7,7 km/l na cidade e 7,2 km/l na estrada, números medianos para um SUV desse porte e proposta.

O Tank 300 tem capacidade real de trilha ou é só visual? Tem. O carro conta com caixa de transferência mecânica com reduzida, além de três bloqueios de diferencial (central, traseiro e dianteiro), recursos que aproximam seu desempenho fora de estrada de modelos como Jeep Wrangler.

Qual o preço do GWM Tank 300 PHEV Flex 2027 no Brasil? O site oficial da GWM Brasil lista o modelo por R$ 342.000, em versão única por enquanto.

Para quem esse carro faz sentido

O Tank 300 PHEV Flex entrega um conjunto difícil de encontrar nessa faixa de preço: off-road mecânico de verdade, sistema PHEV com grande bateria, interior premium e motor que aceita etanol. São atributos que raramente aparecem juntos.

Os pontos fracos existem. O consumo com bateria descarregada fica na média, e o peso elevado se faz notar em curvas rápidas, como acontece com qualquer jipe sobre chassi. A integração entre ACC e regeneração também pode ser melhorada.

No mercado, o Tank 300 ocupa um espaço que nenhum rival preenchia: SUV 4×4 com PHEV de alta capacidade, carroceria body-on-frame e tecnologia semiautônoma nível 2+, por menos do que muitos SUVs de luxo tradicionais cobram. Isso é uma posição real, não apenas narrativa de marketing.

O público ideal é quem usa o carro tanto em trilha quanto no dia a dia urbano e precisa de alcance elétrico relevante para as rotinas da cidade. Para quem carrega regularmente, a conta do combustível muda bastante em favor do PHEV.

O Tank 300 se destaca na categoria não por ser perfeito, mas por oferecer uma combinação que os concorrentes diretos ainda não têm. Wrangler e SW4 não têm PHEV. Os PHEVs disponíveis no Brasil não têm 4×4 com reduzida e bloqueios mecânicos. Até agora, esse espaço era vazio.

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