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bZ Woodland: a Toyota finalmente lançou o elétrico que faltava para os aventureiros

A Toyota foi além do asfalto: o bZ Woodland 2026 chega com 375 cv, tração integral X-MODE e 452 km de autonomia para quem não aceita limites.

Toyota bZ Woodland 2026

A Toyota finalmente jogou o trunfo elétrico para quem vive além do asfalto

O mercado de SUVs elétricos está cheio de promessas urbanas: ótimos na cidade, lindos, silenciosos e… parados diante da primeira trilha de terra. O Toyota bZ Woodland 2026 chega para mudar esse roteiro. Posicionado como o mais capaz da linha bZ, ele enfrenta de cara o Kia EV9, o Hyundai Ioniq 9 e o Chevrolet Blazer EV, mas mira especialmente famílias ativas que precisam de espaço real, reboque real e alguma capacidade fora do asfalto — sem abrir mão de zero emissões.

O que poucos percebem é que a Toyota não alongou o bZ por capricho: são cerca de 15 cm a mais de comprimento em relação ao bZ padrão, carroceria visivelmente mais alta na traseira, perfil que lembra uma perua robusta e um vão livre de 8,3 polegadas (21 cm). Isso não é marketing — é geometria pensada para quem usa o carro de verdade.

1. Toyota bZ Woodland 2026: o SUV elétrico que quer te tirar do asfalto

Design que intimida na estrada e protege na terra

A frente do bZ Woodland adota o conceito “Hammerhead” — uma faixa de LED que percorre toda a largura do capô, dando identidade imediata à linha bZ. É impactante, moderno e, ao mesmo tempo, avisa de longe que não se trata de um crossover comum.

Os para-lamas alargados em preto fosco (overfenders) não são só estética: protegem a lataria em estradas de cascalho e reforçam o porte robusto que o modelo quer transmitir. O conjunto fica sobre rodas de 18″ exclusivas, com covers removíveis que combinam aerodinâmica com visual off-road — detalhe bacana para quem quer o melhor dos dois mundos.

O teto retilíneo maximiza o espaço interno de carga, ao contrário de SUVs-cupê que sacrificam volume pelo design. Os rack rails de série no teto permitem instalar bagageiros, suportes de bicicleta ou caiaque sem adaptações. A paleta de cores inclui o exclusivo Stepping Stone, além de Trueno Blue e Raven Black — todas pensadas para quem vai além do estacionamento de shopping.

Um ponto que merece atenção: o Panoramic View Monitor com Multi-Terrain Monitor usa câmeras em múltiplos ângulos para mostrar obstáculos ao redor do carro — útil em trilhas e manobras apertadas. Mas é tecnologia que eleva o preço e pode falhar com muito barro. Os pneus All-Terrain opcionais aumentam a capacidade em terra, mas custam até 35 km de autonomia. Escolha com critério.

1. Toyota bZ Woodland 2026: o SUV elétrico que quer te tirar do asfalto

Dentro do Woodland: conforto para família, tecnologia para viagem longa

plataforma e-TNGA dedicada a elétricos entrega o que toda plataforma BEV deveria: assoalho completamente plano, centro de gravidade baixo e cabine generosa. Sentar no banco traseiro do Woodland é uma experiência bem diferente de SUVs com motor à combustão adaptados — não há aquele túnel central que engole espaço.

O painel é centrado numa tela de 14″ em modo tablet vertical, com o sistema Toyota Audio Multimedia de última geração. O Multi Information Display (MID) fica elevado no campo de visão, exibindo velocidade e autonomia sem que o motorista precise desviar muito o olhar da estrada — ergonomia que faz diferença em viagens longas.

Conectividade não falta: Apple CarPlay e Android Auto sem fio, Bluetooth duplo (dois telefones simultaneamente), dois carregadores Qi sem fio no console dianteiro e quatro portas USB-C distribuídas pela cabine — algo incomum até mesmo entre elétricos da categoria. O assistente “Hey Toyota” com navegação em nuvem e integração com Google POIs fecha o pacote.

O porta-malas mede mais de 30 pés cúbicos (850+ litros) atrás dos bancos traseiros, chegando a 72–74 cu ft (~2.100 litros) com bancos rebatidos. Rivais como o Honda Prologue e o Chevrolet Blazer EV ficam atrás nesse quesito.

Os bancos dianteiros em SofTex® com aquecimento de série são funcionais e fáceis de limpar — importante para quem vem de trilha. O pacote Premium adiciona bancos ventilados, memória no banco do motorista, aquecedor radiante frontal (eficiente no frio sem consumir muita bateria) e teto panorâmico fixo. O espelho retrovisor digital é outro item do Premium que resolve o problema de visibilidade com carro carregado.

Ponto negativo honesto: as avaliações apontam que o espaço para pernas na segunda fileira é bom, mas não extraordinário para um SUV desse comprimento — a carroceria usa boa parte do ganho de tamanho no porta-malas.

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Mecânica: 375 cv, 4,2 segundos e X-MODE para quando o asfalto acaba

Dois motores elétricos síncronos de ímã permanente — um em cada eixo — entregam 375 cv combinados com tração integral permanente. A aceleração de 0 a 60 mph (97 km/h) em cerca de 4,2 segundos é surpreendente para um SUV familiar de 5 lugares. O quarto de milha fecha em 12,3 s — número de esportivo disfarçado de aventureiro.

X-MODE® com Grip-Control é o diferencial que separa o Woodland dos concorrentes urbanos. O Grip-Control gerencia automaticamente aceleração e frenagem em velocidade baixa em trilhas, mantendo ritmo constante e minimizando patinagem — recurso mais comum em SUVs off-road a combustão do que em BEVs. A capacidade de reboque de 1.587 kg (3.500 lb) supera Honda Prologue e Jeep Wagoneer S.

bateria de 74,7 kWh refrigerada a líquido usa conector NACS nativo, compatível com a rede de Superchargers da Tesla e milhares de estações DC. A carga de 10% a 80% em cerca de 30 minutos em DC e o carregador AC interno de 11 kW completam o pacote. A autonomia vai de 260 a 281 milhas (418–452 km), dependendo dos pneus escolhidos.

O sistema de pré-condicionamento da bateria para recarga DC prepara a temperatura do pack antes de chegar ao carregador rápido — fundamental no frio e algo que muitos concorrentes ainda não oferecem de série.

Ponto negativo relevante: a plataforma opera em 400V, enquanto rivais como o Ioniq 9 já trabalham em 800V, o que limita o pico de carga DC a 150 kW. Para viagens longas com muitas paradas rápidas, a diferença aparece na prática.

O pacote Toyota Safety Sense 3.0 vem de série com frenagem autônoma de emergência (detecta pedestres, ciclistas e motos), cruise control adaptativo em todas as velocidades, assistência de faixa, leitura de placas e faróis automáticos. Blind Spot Monitor, alerta de saída segura e câmeras 360° com Multi-Terrain fecham o arsenal de segurança.

1. Toyota bZ Woodland 2026: o SUV elétrico que quer te tirar do asfalto

Ficha Técnica — Toyota bZ Woodland 2026

ItemEspecificação
TipoSUV médio 100% elétrico (BEV), 5 lugares
Plataformae-TNGA dedicada a BEV
Motores2 elétricos síncronos (frente + traseira)
Potência combinada375 cv
TraçãoIntegral AWD com X-MODE e Grip-Control
Bateria74,7 kWh, lítio-íon, refrigerada a líquido
Autonomia estimada260–281 milhas (418–452 km)
Aceleração 0–60 mph~4,2 segundos
Velocidade máxima~111 mph (~179 km/h)
Capacidade de reboque1.587 kg (3.500 lb)
Vão livre do solo8,3″ (~21 cm)
Comprimento total4,83 m (190,2 pol)
Recarga DC (10–80%)~30 minutos
Carregador AC interno11 kW
ConectorNACS (Plug & Charge)
Porta-malas (bancos erguidos)>850 litros (30+ cu ft)
Porta-malas (bancos rebatidos)~2.100 litros (74 cu ft)
Rodas18″ exclusivas, All-Season ou All-Terrain
MultimídiaTela 14″, CarPlay/Android Auto sem fio
SegurançaToyota Safety Sense 3.0, BSM, câmeras 360°
Garantia da bateria8 anos / 100.000 milhas
Preço inicial (EUA)A partir de US$ 46.750

FAQ

O bZ Woodland realmente vai em trilhas?
Sim, mas com ressalvas. O X-MODE com Grip-Control e o vão livre de 21 cm permitem trilhas leves, estradas de cascalho e terra. A Toyota é explícita: o foco é “off-road leve”, não o nível de um Land Cruiser ou 4Runner.
 
Qual a autonomia real com os pneus All-Terrain?
Com pneus padrão, as medições de imprensa apontam 260 a 281 milhas (418–452 km). Com All-Terrain opcionais, a autonomia cai para cerca de 260 milhas (418 km). A diferença vale a pena se você usa o carro em terra com frequência.
 
O bZ Woodland carrega em tomada doméstica?
Sim. O carregador interno de 11 kW é compatível com wallboxes de nível 2 (240V) comuns em residências. Em tomada de 110V (nível 1), o carregamento é muito lento — apenas para emergências.
 
Funciona nos Superchargers da Tesla?
Sim, sem adaptador. O conector NACS nativo permite acesso direto à rede de Superchargers, além de outras redes DC de alta potência. É um diferencial real na praticidade de viagens longas.
 
Vale mais que o Kia EV9 ou o Hyundai Ioniq 9?
Depende do uso. O Woodland vence em tração, capacidade de reboque e proposta off-road. O EV9 e o Ioniq 9 têm mais autonomia, plataforma 800V (carga mais rápida) e mais opções de configuração. Para aventura, Woodland. Para viagem de estrada em família, EV9 ou Ioniq 9.
Pontos Positivos
  • 375 cv com AWD X-MODE — tração integral competente de verdade, não apenas eletrônica de piso.
  • Porta-malas generoso — entre os maiores da categoria, com 850+ litros e ~2.100 rebatidos.
  • Pacote de tecnologia completo de série — TSS 3.0, câmeras 360°, dual Qi, NACS nativo.
Pontos Negativos
  • Autonomia abaixo de rivais top — EV9 e Ioniq 9 superam 300 milhas; o Woodland fica em 260–281.
  • Plataforma 400V — pico de 150 kW em DC contra 800V dos concorrentes mais modernos.
  • Comportamento dinâmico conservador — chassi prioriza conforto, não agilidade proporcional aos 375 cv.

Fontes Oficiais e Referências

Foto de Danniel Bittencourt

Danniel Bittencourt

Danniel Bittencourt é especialista e entusiasta do setor automotivo, com atuação focada em análise de veículos, lançamentos e tendências do mercado global. É fundador do site e responsável por diversos canais no YouTube voltados ao universo dos carros.

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