Nissan Z Nismo 2027 tem 420 cv, câmbio manual e produção extremamente limitada
O Nissan Z Nismo 2027 chega com câmbio manual de série pela primeira vez na versão Nismo, freios direto do GT-R e produção tão limitada que menos de 10% das unidades terão três pedais.

Danniel Bittencourt
23/03/2026
O Nissan Z Nismo 2027 chega num momento em que os esportivos analógicos estão desaparecendo
O mercado de cupês esportivos ficou mais vazio em 2026.
O Toyota GR Supra encerrou sua produção ao fim do ano-modelo, deixando um espaço que poucos modelos têm estrutura para ocupar. A Nissan entendeu esse momento — e respondeu com a versão mais refinada da linhagem Z já construída.
O Nissan Z Nismo 2027 não é uma atualização de meio de ciclo qualquer. É um reposicionamento deliberado: menos volume, mais exclusividade.
A marca adotou um modelo de vendas build-to-order nos Estados Unidos. As concessionárias receberão entre duas e três unidades por ano. A versão com câmbio manual representará menos de 10% da produção total.
Isso não é acidente. É estratégia.
O público-alvo é específico: entusiastas da cultura JDM que querem um carro capaz de trabalhar num circuito na manhã de sábado e circular normalmente na segunda-feira. Gente que cresceu com o 240Z e hoje quer os 55 anos da linhagem Z dentro do cockpit.
Uma das curiosidades mais reveladoras do projeto vem de antes do anúncio oficial. O protótipo Project Clubsport 23 foi o laboratório onde a Nissan testou o motor VR30 com caixa manual — algo que a própria marca dizia ser tecnicamente inviável pelos picos de torque. Os reforços desenvolvidos ali viraram a base da embreagem de produção.
Frente aos concorrentes restantes, o Z Nismo se posiciona de forma clara. O BMW M240i oferece quatro lugares e tração integral, mas perde em pureza analógica. O Lotus Emira é mais leve e cirúrgico, mas custa significativamente mais. O Porsche 718 Cayman está em transição para plataforma elétrica.
O Z Nismo 2027 ocupa um espaço que ninguém mais quer — e é exatamente por isso que ele importa.

O visual do Z Nismo 2027 não é nostalgia — é aerodinâmica com referência histórica
A mudança mais visível no Z Nismo 2027 fica na frente do carro.
O estilo G-nose substitui a grade retangular anterior por uma abertura dupla separada por uma barra horizontal na cor da carroceria. A referência direta é o Datsun 240Z da geração S30 — mas o resultado não é um exercício saudosista.
Os dados da Nissan apontam 3,3% de redução no lift frontal e 1% de melhoria no arrasto aerodinâmico. Forma seguindo função, com memória visual.
A fáscia dianteira do Nismo vai além. Incorpora geradores de vórtices em forma de canard, que criam pressão adicional sobre o eixo dianteiro. O piso é completamente plano, o que acelera o ar sob o carro e aumenta a estabilidade em altas velocidades. O spoiler traseiro de três peças se funde com os para-lamas, equilibrando a pressão na traseira.
O conjunto de rodas RAYS forjadas de 19 polegadas — em preto brilhante com borda usinada — reforça a presença visual sem parecer exagerado. São mais largas que as versões padrão, necessárias para os pneus Dunlop SP SPORT MAXX GT600 nas bitolas P255 na frente e P285 atrás.
As pinças de freio vermelhas entregam o recado antes mesmo de o carro se mover.
A cor de assinatura para 2027 é o Shinkai Green Pearl Metallic — uma releitura moderna do Grand Prix Green dos anos 1970, com pigmentos perolados que criam contrastes dramáticos dependendo da luz. Combinado com teto em Super Black, o resultado é um perfil bi-tom que funciona tanto para quem conhece a história quanto para quem nunca viu um Z na vida.
Vale um olhar crítico: o design G-nose é corajoso, mas divide opiniões. Quem prefere linhas mais limpas e contemporâneas pode achar a referência retrô excessiva. É uma escolha que prioriza identidade sobre consenso — e isso tem um preço em apelo amplo.
O emblema circular da Nissan sumiu do capô. No lugar, um distintivo “Z” prateado posiciona o carro como sub-marca de prestígio, separado dos modelos de volume da linha. A decisão gerou debate interno, mas o resultado visual é consistente com a proposta.

Dentro do Z Nismo 2027, o cockpit fala antes do motor ligar
Sentar no Nissan Z Nismo 2027 é diferente de entrar na maioria dos esportivos modernos.
A tendência atual são painéis minimalistas com grandes telas dominando a atenção. O Z foi na direção contrária.
Os bancos Recaro desenvolvidos especificamente para o Nismo são revestidos em couro e Alcantara. O suporte lateral é firme — perceptível já na primeira curva. O detalhe central antiderrapante não é estético: ele mantém o corpo posicionado sob frenagem intensa. Em pista, isso faz diferença real.
O volante tem espessura revisada, aro revestido em Alcantara e a marca vermelha às 12 horas inspirada no GT-R R32. Quem já trabalhou num carro com contra-esterço intenso entende por que isso existe: orientação visual rápida quando o tempo de reação é contado em décimos.

O painel digital de 12,3 polegadas oferece três modos. O Normal prioriza o velocímetro. O Enhanced expande o mapa e os assistentes. O Sport — desenvolvido com o piloto Tsugio Matsuda — centraliza o tacômetro e posiciona a luz de troca de marcha no topo da tela, na linha de visão periférica durante aceleração máxima.
Os três mostradores analógicos no topo do console ainda existem: pressão do turbo, velocidade da turbina e voltagem. Informação real, em tempo real, sem depender de submenus.
A central multimídia de 9 polegadas tem Apple CarPlay e Android Auto sem fio, navegação door-to-door e Wi-Fi Hotspot. O som Bose de 8 alto-falantes foi recalibrado especificamente para a versão manual, transmitindo melhor os harmônicos do V6 através dos alto-falantes.
O carregador Qi2 de 15 watts tem ventilador de resfriamento ativo — detalhe que surgiu porque, em testes de pista, os celulares dos pilotos entravam em modo de segurança térmica pelo calor combinado do carregamento rápido e da transmissão central aquecida.
O ponto fraco do interior é espaço. É um cupê de dois lugares com porta-malas limitado. Para uso urbano diário e viagens longas, a ausência de praticidade é real. O Z Nismo não finge ser algo que não é — mas é justo deixar isso claro.

MOTORIZAÇÃO
65 cv que fazem mais sentido do que parecem — e um número que incomoda
O motor 1.0 FireFly de três cilindros entrega 65 cv e 92 Nm de torque. No papel, parece pouco. Na cidade, é suficiente — mas exige contexto.
O sistema mild-hybrid de 12V (BSG — Belt-integrated Starter Generator) não move o carro sozinho. Ele fornece torque auxiliar nas acelerações, suaviza o funcionamento do motor e recupera energia nas desacelerações. Na prática, o resultado é uma resposta mais suave nas saídas de semáforo e um consumo menor que o motor faria sozinho.
A função coasting é o recurso mais interessante: abaixo de 30 km/h, quando o motorista coloca o câmbio em ponto morto, o motor a combustão desliga completamente. O carro rola em silêncio até o próximo semáforo. Em tráfego urbano denso, isso acontece dezenas de vezes por dia.
O consumo médio declarado pela Fiat é de 5,2 L/100 km — equivalente a aproximadamente 19,2 km/litro no ciclo WLTP. As emissões ficam em 119 g/km de CO₂, dentro do que as normas europeias atuais exigem.
A transmissão manual de 6 marchas foi calibrada para o uso urbano. As primeiras marchas são curtas — boas para saídas ágeis. A sexta age como overdrive em estradas, mantendo as rotações baixas e o ruído interno controlado.
O Fiat 500 Hybrid pesa 1.066 kg — cerca de 200 kg a menos que o 500e. Isso se traduz em direção mais leve, agilidade maior nas curvas e um comportamento mais vivo no câmbio de direção.
Agora, o número que incomoda: 0 a 100 km/h em 16,2 segundos.
É lento. Ponto final. Comparado ao Renault Twingo ou ao Toyota Aygo X, o 500 Hybrid perde na aceleração. Em ultrapassagens em rodovias, o motorista vai precisar planejar com antecedência.
A velocidade máxima de 155 km/h é adequada para uso legal na Europa, mas chegar lá não acontece rapidamente.
Os sistemas de segurança seguem a norma GSR2 — o padrão europeu mais atual. O pacote inclui frenagem autônoma de emergência (AEB) com detecção de pedestres e ciclistas, assistente de permanência em faixa, reconhecimento de sinais de trânsito e monitoramento de atenção do condutor. São 7 airbags de série, incluindo airbag de joelho para o motorista.
Para um carro que parte de 19.900 euros, o nível de segurança ativa é genuinamente acima do esperado.

Ficha Técnica — Nissan Z Nismo 2027
| Especificação | Dado |
|---|---|
| Motor | VR30DDTT V6 3.0L Twin-Turbo |
| Potência | 420 cv @ 6.400 rpm |
| Torque | 384 lb-ft @ 2.000–5.200 rpm |
| Aceleração 0–100 km/h | ~4,5 s (estimativa MT) |
| Velocidade máxima | ~250 km/h (estimativa) |
| Câmbio | Manual 6v (EXEDY) / Automático 9v |
| Tração | Traseira + LSD mecânico |
| Freios dianteiros | Rotores flutuantes 2 peças, 15″ (GT-R spec) |
| Rodas | RAYS Forged 19×10″ (fr) / 19×10,5″ (tr) |
| Pneus | Dunlop SP SPORT MAXX GT600 |
| Peso | ~1.680 kg (versão AT) |
| Combustível | Gasolina premium |
| Consumo | 17 mpg cidade / 24 mpg estrada |
| Porta-malas | Não divulgado oficialmente |
Aceleração e velocidade máxima são estimativas baseadas em dados do motor e peso declarado.

Leia mais
As dúvidas mais comuns sobre o Nissan Z Nismo 2027 respondidas sem enrolação
1. O Nissan Z Nismo 2027 tem câmbio manual? Sim. Pela primeira vez na versão Nismo, o câmbio manual de 6 velocidades é oferecido de série, com embreagem reforçada da EXEDY e curso curto.
2. Qual é a potência do Nissan Z Nismo 2027? O motor VR30DDTT V6 biturbo entrega 420 cv a 6.400 rpm e torque de 384 lb-ft disponível já a 2.000 rpm.
3. Quantas unidades do Z Nismo 2027 serão vendidas? A Nissan adotou sistema build-to-order nos EUA, com alocação de 2 a 3 unidades por concessionária ao ano. A versão manual deve representar menos de 10% do total.
4. O Nissan Z Nismo 2027 vai para o Brasil? A Nissan não confirmou oficialmente a chegada ao mercado brasileiro. O modelo tem foco principal no mercado norte-americano e japonês.
5. Qual é o consumo do Nissan Z Nismo 2027? Segundo a EPA, o consumo é de 17 mpg na cidade, 24 mpg na estrada e 19 mpg combinado — equivalente a aproximadamente 7,2 km/l na cidade.
6. O Z Nismo 2027 tem freios do GT-R? Sim. Os rotores dianteiros flutuantes de duas peças de 15 polegadas são derivados diretamente do Nissan GT-R, com centro em alumínio e superfície de fricção em ferro.
7. Qual é o peso do Nissan Z Nismo 2027? O peso estimado é de aproximadamente 1.680 kg para a versão com câmbio automático. A versão manual tende a ser ligeiramente mais leve.
8. O Z Nismo 2027 tem Apple CarPlay? Sim, com integração sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, além de central multimídia de 9 polegadas com navegação e Wi-Fi Hotspot.
9. Qual é a cor exclusiva do Z Nismo 2027? O Shinkai Green Pearl Metallic é a cor de assinatura do modelo, uma releitura do Grand Prix Green dos anos 1970, obrigatoriamente combinada com teto Super Black.
10. O Z Nismo 2027 é bom para uso diário? Para uso urbano intenso, a suspensão rígida e os freios altamente responsivos podem se tornar cansativos. É mais adequado como carro de fim de semana e pista do que como veículo principal.
11. Qual é a diferença entre o Z Nismo e o Z Performance 2027? O Nismo tem rodas RAYS forjadas, freios do GT-R, bancos Recaro, câmbio manual disponível, Traction Mode exclusivo e calibração específica de ECU. O Performance é mais equilibrado para uso diário.
12. O motor do Z Nismo 2027 ganhou potência em relação ao 2024? Não. Os 420 cv se mantêm. O foco foi no refinamento da entrega de potência e na consistência sob estresse térmico, não no aumento de números brutos.
13. O Z Nismo 2027 tem sistema de segurança ativo? Sim. O pacote Safety Shield 360 é padrão, com frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego, assistência de saída de faixa e frenagem automática traseira.
14. O que é o G-nose do Z Nismo 2027? É o novo design frontal que referencia o Datsun 240Z original, com abertura dupla separada por barra horizontal. Além da estética, gera redução de 3,3% no lift frontal.
15. Qual é o preço do Nissan Z Nismo 2027? O preço oficial ainda não foi confirmado para todos os mercados. Nos EUA, estimativas apontam para valores acima de US$ 65.000, com ágios nas concessionárias prováveis pela escassez de estoque.

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