
Honda PCX 2026: o scooter mais popular do Brasil ficou ainda melhor?
A Honda PCX 2026 já está nas concessionárias brasileiras. A marca apostou em mudanças discretas, mas certeiras, para manter o modelo como líder absoluto entre os scooters urbanos. O foco foi dar um ar mais moderno, incluir tecnologia, refinar o desempenho e reforçar a praticidade que sempre fez da PCX uma das mais vendidas.
Hoje ela aparece em três versões: PCX 160 CBS, PCX 160 ABS e PCX 160 DLX ABS. Os preços ficam entre R$ 18.340 e R$ 20.234, mas podem variar dependendo da região e dos acessórios incluídos.
Design externo
A nova PCX mantém o visual elegante e fluido, mas ganhou alguns toques que deixam a moto mais atual. O grupo ótico dianteiro em LED tem formato em “V”, as lanternas e piscas traseiros também foram redesenhados, e a carenagem recebeu pequenos detalhes aerodinâmicos.
Outra novidade são as cores. O preto metálico aparece na versão DLX ABS, o azul perolizado na ABS e o branco perolizado na CBS. Pequenos ajustes, mas que fazem diferença no apelo visual.
Em termos de dimensões, a PCX continua compacta e ágil, com 1.935 mm de comprimento, 742 mm de largura e 1.108 mm de altura. O entre-eixos de 1.313 mm ajuda na estabilidade, enquanto o peso de 126 kg facilita a pilotagem no trânsito.
As rodas seguem o padrão de liga leve, com 14” na dianteira e 13” na traseira, calçadas por pneus 110/70 e 130/70. Esse conjunto entrega boa combinação de robustez e conforto. O chassi de aço tipo berço duplo reforça a sensação de solidez.
Conforto e interior
A Honda sabe que quem compra a PCX busca praticidade para o dia a dia. O assento é largo, ergonômico e tem 764 mm de altura, o que facilita para pilotos de diferentes estaturas.
O espaço sob o banco aumentou e agora comporta 30 litros, cabendo um capacete integral e mais alguns itens. Há também porta-luvas com entrada USB, ótimo para carregar o celular durante o trajeto.
Outro destaque é o painel digital em estilo Blackout, fácil de ler em qualquer situação. Nas versões mais caras, a chave é do tipo Smart Key, sem necessidade de chave física, e o sistema conta ainda com alarme integrado.
Motor e desempenho
O motor é o já conhecido OHC monocilíndrico de 156,9 cc, arrefecido a líquido, que entrega 16 cv a 8.500 rpm e 1,5 kgf.m a 6.500 rpm. O câmbio automático V-MATIC garante aceleração suave e prática, ideal para o anda e para da cidade.
A velocidade máxima chega a 120 km/h no painel (111 km/h reais), o suficiente para rodar em vias expressas, mas limitado para viagens mais longas.
O consumo é um dos grandes atrativos: em média, 44 km/l no ciclo urbano, o que faz a PCX ser muito econômica. O sistema Idling Stop, que desliga o motor em paradas rápidas, ajuda ainda mais na economia e na redução de emissões.
Tecnologia e conectividade
Na linha 2026, a Honda colocou mais recursos tecnológicos nas versões completas. O painel TFT colorido de 5 polegadas pode se conectar via Bluetooth e integrar o Honda Road Sync, permitindo usar GPS, atender chamadas, visualizar mensagens e até controlar música direto no painel.
A versão CBS, mais básica, fica sem esses recursos, mas mantém o painel digital tradicional, além de entrada USB, iluminação full LED e alarme.
Segurança
A PCX 2026 está bem equipada nesse ponto, especialmente nas versões ABS e DLX. Ela conta com:
Freios a disco nas duas rodas com ABS de canal único na dianteira
Controle de tração HSTC para evitar derrapagens em pisos escorregadios
Suspensão dianteira telescópica e dupla traseira, equilibrando conforto e firmeza
Sistema CBS (na versão de entrada), que combina freio dianteiro e traseiro
Não existe ABS nas duas rodas em todas as versões, o que pode ser considerado um ponto negativo, principalmente frente a alguns concorrentes diretos.
Preços e versões
Os valores de lançamento são os seguintes:
PCX 160 CBS: R$ 17.976
PCX 160 ABS: R$ 19.773
PCX 160 DLX ABS: R$ 20.234
Dependendo da concessionária, esse valor pode passar dos R$ 21 mil com taxas e acessórios. A Honda oferece 3 anos de garantia sem limite de quilometragem e óleo grátis em 7 revisões.
Pontos negativos
Apesar de ser uma das scooters mais completas do mercado, a PCX 2026 não é perfeita. Alguns pontos que merecem atenção:
Preço elevado nas versões topo de linha
Suspensão curta, que transmite bastante os buracos das ruas
Desempenho limitado em rodovias
Seguro caro, devido à alta procura e índice de furtos
ABS apenas na dianteira em versões intermediárias
Uso de tambor traseiro na CBS, enquanto concorrentes já oferecem disco nas duas rodas
Comparativo rápido com concorrentes
Se a ideia é colocar a PCX lado a lado com rivais, os principais são:
Yamaha NMax 155: desempenho parecido, ABS nas duas rodas e preço próximo. Perde em espaço sob o banco e consumo.
Haojue Lindy 125: mais barata, mas entrega menos potência e tecnologia.
Dafra Citycom 300i: maior e mais potente, melhor para estrada, mas consome mais e custa acima dos R$ 22 mil.
Suzuki Burgman 125/200: opção tradicional e robusta, mas menos tecnológica e com rodas pequenas.
Vale a pena?
A Honda PCX 2026 continua sendo referência entre os scooters. É econômica, confortável, tem bom espaço interno e oferece tecnologias que facilitam muito a vida no dia a dia.
Para quem roda principalmente na cidade, ela é uma das melhores escolhas. No entanto, se o uso for mais rodoviário, talvez seja interessante pensar em opções maiores como a Citycom 300i.
O preço, especialmente das versões mais completas, pode assustar. Mas ainda assim, o custo-benefício é forte quando se leva em conta a revenda, a economia de combustível e a durabilidade que a Honda sempre entrega.
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