Consumo de 29 km/l? O segredo tecnológico do novo Geely Galaxy M7
Imagine viajar mais de mil quilômetros sem se preocupar com postos. O Geely Galaxy M7 chega em 2027 com uma promessa audaciosa: 1.730 km de autonomia combinada e um consumo que faz motos sentirem inveja. É o fim da ansiedade de recarga?

O Novo Pesadelo dos Concorrentes Híbridos
O mercado de SUVs médios virou um campo de batalha sangrento, e a Geely acabou de trazer uma arma nuclear tática para a briga. O novo Galaxy M7 não é apenas mais um carro bonitinho na vitrine; ele é um movimento calculado para desestabilizar o reinado do BYD Song Plus e criar uma confusão proposital (e genial) com o AITO M7 da Huawei.
Posicionado estrategicamente na nova “Série M”, logo abaixo do topo de linha Galaxy L9, este modelo foca no que realmente dói no bolso do consumidor hoje: a eficiência. A marca não esconde que o público-alvo são famílias que querem a tecnologia de um elétrico, mas se recusam a ficar paradas em carregadores de estrada.
Uma curiosidade que poucos comentam é que ele compartilha o DNA — e quase toda a estrutura — com o recém-lançado Starship 7. É como se a Geely pegasse sua nave espacial de luxo e a tornasse acessível para o mundo real. O objetivo é claro: provar que um SUV desse porte pode, sim, beber menos que um carro popular 1.0.

Esculpido pelo Vento: A Estética da Eficiência
Não se deixe enganar achando que o design é apenas estético. No Galaxy M7, cada curva tem uma função matemática. O visual segue a linguagem “Ripples of Light” (Ondulações de Luz), mas aqui a prioridade foi cortar o ar. O resultado é um coeficiente aerodinâmico (Cd) de 0.27, um número absurdo para um SUV, conseguido graças a maçanetas embutidas e rodas fechadas de baixa resistência.
Na dianteira, o destaque absoluto é a faixa de luz “Star Ripple”. Não é só um LED contínuo; são quase 2 metros de iluminação composta por 362 pontos de luz e gravação a laser, criando uma assinatura visual que você reconhece a quilômetros de distância à noite.
A traseira unificada dá aquele ar de carro premium, e as cores de lançamento, como o “Starry Sea Blue”, fogem do preto e prata monótonos. Porém, nem tudo é perfeito: o design muito limpo pode parecer um pouco genérico para quem busca agressividade esportiva. Ele é elegante, mas não grita “velocidade”.

Uma Sala de Estar Digital a 100 km/h
Esqueça aquela ideia de painel cheio de botões físicos. Entrar no Galaxy M7 é como sentar na frente de um tablet gigante de última geração. A estrela aqui é o sistema Flyme Auto, desenvolvido em parceria com a gigante de tecnologia Meizu. A tela central flutuante de 15.4 polegadas com resolução 2.5K não trava, não engasga e tem uma fluidez que humilha muitos sistemas ocidentais.
A Geely investiu pesado no conceito de “terceiro espaço”. Os bancos dianteiros possuem a tecnologia “Cotton Candy SPA” — e sim, o nome é brega, mas a função de massagem de 14 pontos é coisa de carro de luxo alemão. O acabamento mistura camurça sintética e materiais soft-touch, abandonando o plástico rígido que tanto criticamos nessa categoria.
Para quem viaja atrás, o assoalho plano é um alívio, permitindo que três adultos viajem sem brigar por espaço para os pés. O teto solar panorâmico de 1,2 m² inunda a cabine de luz, aumentando a sensação de amplitude. Se há um ponto de atenção, é a dependência excessiva da tela: ajustar o ar-condicionado ou mudar o modo de condução exige toques no display, o que pode distrair o motorista.

O Coração Híbrido que Bate Recordes
Aqui é onde a mágica acontece e onde o Galaxy M7 se separa da manada. Sob o capô, ele traz a nova geração do sistema híbrido NordThor 2.0 (EM-i).
Estamos falando de um motor 1.5L aspirado com eficiência térmica recorde de 46.5%, trabalhando em conjunto com um motor elétrico dianteiro de 218 cv. Mas o número que vai fazer seus olhos brilharem não é a potência, e sim a autonomia.
Equipado com a bateria Aegis “Golden Brick” (LFP), que passou por testes de tortura (fogo e perfuração) sem explodir, o carro consegue rodar até 1.730 km com tanque cheio e bateria carregada. Na vida real, mesmo com o pé pesado, isso garante viagens interestaduais sem paradas.
E quando a bateria acaba? O sistema entra em modo híbrido inteligente, entregando um consumo médio de 3.35 L/100km (quase 30 km/l).
Em termos de segurança, o pacote ADAS Qianli Haohan H3 oferece navegação autônoma em rodovias. Contudo, vale o aviso: por usar uma transmissão DHT de 1 marcha focada em economia, a velocidade máxima é limitada a 180 km/h e a retomada em altíssimas velocidades não tem o “coice” de um elétrico puro performance.

Ficha Técnica: Geely Galaxy M7 (2027)
| Especificação | Detalhe Oficial |
| Motor Combustão | 1.5L Aspirado (BHE15-BFN) |
| Potência Elétrica | 218 cv (160 kW) |
| Potência Motor 1.5L | 110 cv (82 kW) |
| Torque Combinado | Não divulgado oficialmente (est. 320-340 Nm) |
| Bateria | 18.4 kWh ou 29.8 kWh (LFP “Golden Brick”) |
| Autonomia Elétrica (CLTC) | 101 km ou 225 km |
| Autonomia Total (CLTC) | Até 1.730 km |
| Consumo (Bateria Vazia) | 3.35 L/100km (~29,8 km/l) |
| Dimensões (CxLxA) | 4.770 x 1.905 x 1.685 mm |
| Entre-eixos | 2.785 mm |
| Coeficiente (Cd) | 0.27 |
| Multimídia | 15.4″ Flyme Auto 2.5K |
| Velocidade Máxima | 180 km/h |
| Segurança | ADAS Qianli Haohan H3 |
| Rodas | 18, 19 ou 20 polegadas |
FAQ
O Galaxy M7 é um carro 100% elétrico? Não. Ele é um híbrido plug-in (PHEV). Ele possui um motor a combustão e um elétrico, podendo ser carregado na tomada para rodar até 225 km apenas com eletricidade.
Qual a diferença entre o Galaxy M7 e o AITO M7? Apesar do nome idêntico, são fabricantes diferentes. O AITO é feito pela Seres com tecnologia Huawei. O Galaxy é da Geely (dona da Volvo). O Galaxy foca mais em custo-benefício e eficiência extrema de combustível.
A bateria “Golden Brick” é realmente segura? Sim. A Geely realizou testes públicos onde a bateria foi submetida a temperaturas de 1000°C e perfurada por agulhas de aço sem incendiar ou explodir, superando os padrões de segurança convencionais.
Ele virá para o Brasil? Ainda não há confirmação oficial da Geely Brasil, mas dado o sucesso do segmento de SUVs híbridos chineses por aqui (liderado pela BYD e GWM), é um candidato fortíssimo para importação futura.
Quanto tempo demora para carregar? A bateria suporta carregamento rápido (até 2.5C), indo de 30% a 80% em cerca de 20 minutos em carregadores DC apropriados.
Positivos (+):
Autonomia Recordista: Rodar 1.700 km sem abastecer muda a dinâmica de viagens longas.
Segurança da Bateria: A tecnologia LFP “Golden Brick” oferece tranquilidade extra contra incêndios.
Sistema Multimídia: O Flyme Auto é extremamente rápido, intuitivo e com tela de alta resolução.
Negativos (-):
Direção Anestesiada: O feedback do volante é muito leve e artificial, tirando a emoção de dirigir.
Velocidade Final: Limitado a 180 km/h, o que pode frustrar quem espera desempenho esportivo.
Confusão de Nome: O nome idêntico ao rival pode gerar confusão na hora da compra e busca de peças.
Fontes Oficiais e Referências:
Danniel Bittencourt
Danniel Bittencourt é especialista e entusiasta do setor automotivo, com atuação focada em análise de veículos, lançamentos e tendências do mercado global. É fundador do site e responsável por diversos canais no YouTube voltados ao universo dos carros.
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