BMW Nazca C2 1992: O Supercarro Italiano que a BMW Quase Produziu
O BMW Nazca C2 de 1992 é um daqueles carros que fazem você parar e pensar “como isso não foi produzido?”. Criado pela lendária Italdesign Giugiaro, esse protótipo combinava design italiano arrojado com engenharia alemã de ponta, trazendo um V12 Alpina de 350 cv, carroceria de fibra de carbono e visual futurista que influenciaria modelos BMW posteriores. Apenas 3 protótipos foram construídos, tornando-o uma das raridades mais fascinantes da história automotiva.

O Nazca C2 era uma evolução agressiva do M12 apresentado em 1991. Enquanto o antecessor tinha linhas mais suaves, o C2 adotou geometria angular e incisiva que gritava performance. A carroceria inteira era feita de fibra de carbono, material revolucionário para a época, resultando em apenas 1.000 kg – 100 kg a menos que o M12.
Os faróis eram puro futuro. Diferente do M12, que usava unidades convencionais, o C2 trazia faróis alongados tipo “fenda” integrados às laterais das icônicas grades kidney da BMW. Esse design acabou influenciando a Série 5 (E39) lançada em 1995. As portas se abriam normalmente, mas as janelas subiam em estilo asa de gaivota, criando uma silhueta única.
Outro destaque eram os três spoilers – um acima do capô do motor, outro no para-choque traseiro e uma ponte aerodinâmica sobre as lanternas. Tudo isso ajudava a alcançar um coeficiente aerodinâmico (Cd) de apenas 0,26, impressionante para um supercarro dos anos 90. Com 4,99 metros de comprimento e 2,08 metros de largura, o C2 tinha presença de sobra.

Interior Minimalista e Focado em Performance
O cockpit do Nazca C2 era praticamente idêntico ao M12, seguindo filosofia espartana de carro de corrida. Nada de luxo desnecessário – apenas o essencial para dirigir rápido. Os assentos eram do tipo Group C, fixos, em fibra de carbono revestidos de couro, segurando os ocupantes firmemente durante manobras agressivas.
O painel era limpo e funcional, com instrumentação analógica grande para velocidade e rotação do motor, além de mostradores menores para temperatura e combustível. O console central inclinado para o motorista integrava computador de bordo, som e controles de ventilação – todos componentes BMW padrão.
Também oferece visibilidade espetacular. A estrutura em domo de vidro transparente, combinada com as janelas estilo asa de gaivota, proporcionava visão de 360 graus do entorno, perfeito para explorar o potencial do carro em pista. Os materiais combinavam fibra de carbono exposta com couro nas áreas de contato, criando ambiente premium mas focado em desempenho.
Como protótipo de 1992, não havia GPS, telas sensíveis ao toque ou conectividade – tecnologias que simplesmente não existiam ainda para carros.

Potência V12 e Performance de Superesportivo
Sob a tampa de vidro do motor estava um V12 de 5.0 litros modificado pela Alpina, baseado no motor M70 do BMW 850i. As modificações incluíram válvulas maiores, comandos de maior curso, pistões especiais e taxa de compressão elevada de 9,5:1, resultando em 350 cv a 5.300 rpm e 470 Nm de torque a 4.000 rpm.
O câmbio manual Getrag de 5 marchas enviava potência apenas para as rodas traseiras. Com apenas 1.000 kg, o resultado era explosivo: 0 a 100 km/h em impressionantes 4,1-4,2 segundos e velocidade máxima entre 311-325 km/h. Para 1992, eram números de hypercar.
O consumo estimado era de 10,4 litros por 100 km, com tanque de 70 litros proporcionando autonomia de cerca de 670 km – razoável para um V12 aspirado sem tecnologias modernas de eficiência.
Além disso, o carro trazia freios ABS Bosch com discos ventilados de 355 mm, tecnologia avançada para a época. A suspensão double-wishbone nas quatro rodas, combinada com o monocoque de carbono, garantia rigidez e resposta precisas. Não havia controle de tração ou estabilidade eletrônica – era pilotagem pura.
Ficha Técnica
| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Motor | V12 5.0L Alpina, 350 cv |
| Aceleração 0-100 km/h | 4,1-4,2 segundos |
| Velocidade Máxima | 311-325 km/h |
| Peso | 1.000 kg |
| Câmbio | Manual 5 marchas |
| Consumo | 10,4 L/100km |

Protótipo Exclusivo que Nunca Foi Vendido
Aqui está o detalhe importante: o Nazca C2 nunca foi produzido ou vendido oficialmente. Foi um protótipo conceitual da Italdesign em parceria com a BMW. Apenas 3 exemplares da série Nazca foram construídos: o M12 (1991), o C2 Coupé (1992) e o C2 Spider (1993).
A recessão econômica do início dos anos 90 matou qualquer chance de produção em série. Há rumores de que um exemplar foi vendido ao Sultan de Brunei, mas nunca confirmado pela BMW. Se fosse produzido, competiria com Ferrari F50, Jaguar XJ220 e Bugatti EB 110 – companhia de elite.
Quanto à manutenção, seria um pesadelo caro. O motor e câmbio usam componentes BMW/Alpina relativamente disponíveis, mas a carroceria de fibra de carbono moldada e o vidro do domo seriam quase impossíveis de repor. Qualquer reparo exigiria engenharia customizada e custos astronômicos.
Apesar de nunca ter chegado às ruas, o C2 deixou legado importante. Influenciou o design da BMW Série 5 E39 e ganhou fama através dos videogames Need for Speed II e III, mantendo seu legado vivo para gerações que nunca veriam o carro real.
Perguntas Frequentes
Pergunta: Quantos BMW Nazca C2 foram produzidos?
Resposta: Apenas 3 protótipos da série Nazca foram construídos: o M12 (1991), o C2 Coupé (1992) e o C2 Spider (1993). Nenhum foi produzido em série comercialmente, tornando-os extremamente raros.
Pergunta: Qual a velocidade máxima do BMW Nazca C2?
Resposta: O Nazca C2 alcançava entre 311-325 km/h, impulsionado por um motor V12 de 5.0 litros modificado pela Alpina com 350 cv e peso de apenas 1.000 kg.
Pergunta: Por que o BMW Nazca C2 nunca foi produzido?
Resposta: A recessão econômica do início dos anos 90 eliminou a viabilidade comercial do projeto. Além disso, a BMW estava relutante em produzir outro supercarro mid-engine após as dificuldades enfrentadas com o M1.
Pergunta: O Nazca C2 influenciou outros carros BMW?
Resposta: Sim. Os faróis alongados e a linguagem frontal do Nazca C2 influenciaram claramente o design da BMW Série 5 (E39) lançada em 1995, especialmente no formato e posicionamento das luzes.
Pergunta: Qual o consumo do BMW Nazca C2?
Resposta: O consumo estimado era de 10,4 litros por 100 km, com tanque de 70 litros proporcionando autonomia de aproximadamente 670 km – típico para um motor V12 aspirado dos anos 90.

O BMW Nazca C2 representa um “e se…” fascinante da história automotiva. Um protótipo que tinha tudo para brilhar nas ruas, mas ficou apenas nos showrooms e nos videogames. Com seu design futurista, engenharia avançada e performance impressionante para 1992, ele mostra o que acontece quando design italiano encontra engenharia alemã sem limites.
Obrigado por ler até aqui! Se você curte histórias de carros raros e conceitos que nunca saíram do papel, esse é o tipo de máquina que merece ser lembrada.
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