RS 5 2027 chega com 639 cv e muda tudo que você sabia sobre a Audi
O Audi RS 5 2027 chega como o primeiro esportivo híbrido plug-in da marca — 639 cv, V6 que ruge, e até 87 km rodando só na bateria. Dá pra ter tudo isso?

A Audi Jogou as Regras Fora e o RS 5 2027 É a Prova Disso
Durante anos, a divisão Audi Sport resistiu à eletrificação nos modelos RS de alta performance. O RS 5 Sedan 2027 encerra esse ciclo de vez. Ele nasce sobre a nova plataforma PPC (Premium Platform Combustion) e assume o espaço que antes pertencia ao lendário RS 4 — só que com uma proposta muito mais ambiciosa.
O público que a Audi mira aqui não é o entusiasta que escolhe entre prazer ao volante ou consciência ambiental. É quem quer os dois, sem concessão. De segunda a sexta, zero emissão na cidade. No fim de semana, pista.
O que pouca gente comenta: a Audi fez uma escolha deliberada ao manter o V6 enquanto a rival Mercedes optou por um quatro cilindros no AMG C 63. A decisão preserva a identidade sonora da linha RS e garante entrega de torque mais orgânica em baixas rotações — algo que números no papel não conseguem traduzir.

Visual que Intimida Antes de Qualquer Aceleração
O RS 5 2027 é 9 centímetros mais largo que o A5 padrão — e isso se vê de longe. As caixas de roda pronunciadas, os chamados quattro blisters, dão ao carro aquela postura de quem não precisa provar nada, mas vai provar assim mesmo.
Na frente, o Singleframe tridimensional em formato de colmeia domina a cena. Os Air Curtains nas extremidades do para-choque não são decorativos: controlam ativamente o fluxo de ar ao redor das rodas dianteiras, reduzindo arrasto e turbulência.
Os faróis Matrix LED com assinatura em xadrez — referência direta à bandeira quadriculada das corridas — são exclusividade da linha RS. Na traseira, as lanternas OLED 2.0 vão além de iluminar: podem exibir símbolos de alerta para motoristas atrás em situações de emergência, uma funcionalidade que nenhum concorrente direto oferece.
As rodas de 20 polegadas chegam de série com pneus 285/35, e as opcionais de 21″ estão disponíveis em acabamentos forjados bicolor. O difusor traseiro esculpido com aletas verticais e as ponteiras ovais foscas centrais completam um traseiro que é, ao mesmo tempo, funcional e assertivo.
Possível ponto fraco: a proposta visual musculosa funciona — mas o peso de tudo isso se reflete nas métricas dinâmicas, como veremos adiante.

Por Dentro, o RS 5 Parece Uma Cabine de Piloto Com Endereço Fixo
Entrar no RS 5 2027 e ignorar as telas é impossível. O painel MMI Panoramic reúne o Virtual Cockpit de 11,9″, a tela central curva de 14,5″ em OLED e, opcionalmente, uma tela de 10,9″ exclusiva para o passageiro — com tecnologia que impede o motorista de enxergá-la enquanto dirige. Detalhe inteligente que evita distração sem sacrificar o conforto do carona.
O volante em Alcantara tem base achatada, aletas de câmbio em alumínio e dois botões programáveis (RS1 e RS2) que ativam modos de condução personalizados sem tirar as mãos do volante. E há um botão vermelho dedicado para acionar o pico de torque elétrico na hora da ultrapassagem — como um boost de videogame, só que real.
Nos materiais, a Audi mistura couro Nappa perfurado, microfibra Dinamica (sustentável) e opções de fibra de carbono em acabamento aberto. Os bancos RS têm suporte lateral ativo, ajuste elétrico, massagem de série e cintos coloridos coordenados ao interior — inclusive em dourado, uma raridade nesta categoria.
Positivo: ergonomia e posição de dirigir são excepcionais. O motorista se sente envolto, não apenas sentado.
Ponto de atenção: a bateria sob o assoalho reduz levemente a profundidade do porta-malas em relação ao A5 convencional — relevante para quem usa o carro em viagens longas com bagagem.

639 cv, Bateria de 25,9 kWh e um V6 que a Concorrência Abriu Mão
O coração do RS 5 2027 é o conhecido 2.9 V6 biturbo TFSI, mas revisado com ciclo Miller modificado, maior pressão de injeção e intercoolers água-ar. Sozinho, entrega 510 cv e 600 Nm — 59 cv a mais que a geração anterior. Junto ao motor elétrico de 177 cv e 460 Nm integrado à transmissão Tiptronic de 8 marchas, o resultado é 639 cv combinados e 825 Nm de torque.
O 0 a 100 km/h acontece em 3,6 segundos. A velocidade máxima é limitada a 250 km/h, com opção de desbloqueio até 285 km/h.
A bateria de 25,9 kWh brutos (22 kWh líquidos) garante até 87 km de autonomia elétrica no ciclo WLTP urbano. Consumo homologado com bateria carregada: entre 3,8 e 4,5 l/100 km.
A grande novidade técnica está no quattro com Dynamic Torque Control no eixo traseiro — primeiro sistema de vetorização eletromecânica pura em produção em série da Audi, recalculando a distribuição de torque a cada 5 milissegundos. Até 85% do torque pode ir para as rodas traseiras, incluindo um modo RS Torque Rear que exibe o ângulo de deriva no painel para uso em ambientes controlados.
O AMG C 63 oferece desempenho similar, mas com quatro cilindros e sem o apelo sonoro do V6. O BMW M3 ainda é mais leve e mais purista, mas não oferece autonomia elétrica.
Pontos negativos: com 2.355 kg, o RS 5 é cerca de 500 kg mais pesado que seus antecessores a combustão. Com a bateria descarregada, o desempenho cai visivelmente — o sistema exige carregamento regular para entregar o que promete no papel.

Ficha Técnica — Audi RS 5 Sedan 2027
| Especificação | Dado Oficial |
|---|---|
| Motor | V6 2.9 TFSI Biturbo + Motor Elétrico |
| Potência combinada | 639 cv (470 kW) |
| Torque combinado | 825 Nm (84,1 kgfm) |
| Transmissão | Tiptronic automática 8 marchas |
| Tração | Quattro com Dynamic Torque Control |
| 0–100 km/h | 3,6 segundos |
| Velocidade máxima | 250 km/h / 285 km/h (opcional) |
| Bateria | 25,9 kWh brutos / 22 kWh líquidos |
| Autonomia elétrica (WLTP) | 84–87 km |
| Consumo (bateria carregada) | 3,8–4,5 l/100 km |
| Consumo (bateria vazia) | 9,5–10,2 l/100 km |
| Peso | 2.355 kg |
| Comprimento | 4.896 mm |
| Rodas | 20″ série / 21″ opcional |
| Pneus dianteiros | 285/35 R20 |
| Freios | Aço (série) / Carbono-cerâmica (opcional) |
| Sistema elétrico | 400V |
| Preço base (Alemanha) | € 106.200 |
FAQ
1. O RS 5 2027 substitui o RS 4? Sim. O RS 5 Sedan 2027 assume conceitualmente o papel do RS 4, que foi descontinuado, unificando a proposta de sedã esportivo de alto desempenho sob um único modelo com novo nome e nova mecânica híbrida.
2. Dá para usar o RS 5 no dia a dia sem carregar a bateria? Dá, mas não é o ideal. Com a bateria descarregada, o carro ainda funciona normalmente com o V6 — só que o consumo sobe para cerca de 10 l/100 km e o desempenho máximo fica comprometido.
3. O RS 5 2027 chega ao Brasil? As fontes brasileiras indicam que sim, com estimativa acima de R$ 900 mil. A Audi Brasil ainda não divulgou data oficial de lançamento no país.
4. Qual a diferença real entre o RS 5 e o Mercedes-AMG C 63? Ambos são híbridos plug-in de alto desempenho, mas o RS 5 mantém o V6 enquanto o C 63 usa um quatro cilindros. O RS 5 entrega mais torque em baixas rotações e tem autonomia elétrica comparável.
5. O RS 5 2027 tem modo de drift? Tem. O modo RS Torque Rear direciona até 85% do torque para o eixo traseiro e exibe o ângulo de deriva no painel — mas é destinado exclusivamente a ambientes controlados, como pistas.
Pontos Positivos
- Dualidade real entre uso urbano elétrico e performance de pista no fim de semana
- Vetorização de torque eletromecânica inédita que resolve o histórico subesterço dos RS
- Manutenção do V6 garante experiência sonora e entrega de torque superiores aos rivais com motor menor
Pontos Negativos
- Peso de 2.355 kg desafia frenagens extremas e agilidade em curvas fechadas
- Desempenho reduzido com bateria descarregada — exige rotina de carregamento
- Complexidade mecânica pode elevar custos de manutenção no longo prazo
AUDI RS 5 AVANT 2027
Fontes Oficiais e Referências
Danniel Bittencourt
Danniel Bittencourt é especialista e entusiasta do setor automotivo, com atuação focada em análise de veículos, lançamentos e tendências do mercado global. É fundador do site e responsável por diversos canais no YouTube voltados ao universo dos carros.
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