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Carros Bem Montados

Nova Lancia Gamma volta como crossover e anuncia até 741 km de autonomia

A nova Lancia Gamma retorna como crossover fastback italiano, com versão híbrida de 48 V e elétricos de até 741 km WLTP, segundo a fabricante.

Lancia Gamma
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Nova Lancia Gamma volta como crossover e anuncia até 741 km de autonomia

A nova Lancia Gamma retorna como crossover fastback italiano, com versão híbrida de 48 V e elétricos de até 741 km WLTP, segundo a fabricante.

O carro foi detalhado pela marca em 9 de outubro de 2026 e terá estreia mundial no Salão de Paris, que acontece de 12 a 18 de outubro. A gama reúne uma opção híbrida leve de 145 hp e três configurações elétricas, entre elas a esportiva HF Integrale, com dois motores e tração integral.

Vale um cuidado de nomenclatura: a documentação oficial chama o carro de New Lancia Gamma e não define “2027” como ano-modelo. Por isso, a forma mais segura de tratá-lo é como a nova Gamma, apresentada em 2026. Todos os números citados a seguir são declarações da própria Lancia, e não resultados de testes independentes.

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O que a Lancia apresentou?

A Gamma é um crossover fastback do segmento C-UV, concebido na Itália e produzido na fábrica de Melfi. Ela usa a plataforma multienergia STLA Medium, da Stellantis, que permite oferecer motorização híbrida e elétrica no mesmo projeto. A Stellantis informou um investimento de € 43 milhões na modernização da unidade.

O nome remete ao sedã e ao cupê lançados em 1976, mas a ligação para por aí. A proposta é outra, assim como a carroceria e a arquitetura. O que a marca resgata é o papel de modelo de destaque na linha Lancia, sem apresentar o carro como continuação daquela geração.

Entre os destaques anunciados estão o coeficiente aerodinâmico (Cd) de 0,25, o porta-malas de 560 litros e a volta do emblema HF Integrale em uma versão elétrica.

Quais são as versões e motorizações?

A gama tem quatro configurações: uma híbrida e três elétricas.

A híbrida usa sistema de 48 V com 145 hp, 230 Nm e câmbio automatizado de dupla embreagem (eDCT) de seis marchas, com tração dianteira. A Lancia declara 0 a 100 km/h em 10,4 segundos e velocidade máxima de 201 km/h.

Os elétricos dianteiros têm 230 hp (Standard Range) e 245 hp (Long Range). A terceira opção é a HF Integrale, com dois motores e tração integral. Os dados de torque da Long Range não constam no material consultado, assim como detalhes de suspensão, freios e peso.

Qual é a autonomia dos elétricos?

A marca divulga três números no ciclo WLTP:

  • Standard Range: 543 km, com bateria útil de 73,7 kWh.
  • Long Range: 741 km, com bateria útil de 97,2 kWh.
  • HF Integrale: 676 km.

A Lancia também publica estimativas de estrada a 120 km/h com ar-condicionado ligado: 375 km, 491 km e 458 km, respectivamente. Esses valores são mais próximos de um uso em rodovia, mas continuam sendo estimativas da fabricante e não devem ser confundidos com o WLTP. Também não são diretamente comparáveis a números do ciclo EPA ou do Inmetro.

Como é a recarga?

Nas versões dianteiras, a potência máxima de recarga em corrente contínua declarada é de 160 kW. Segundo a marca, a recarga de 20% a 80% leva 27 minutos nas versões Long Range e HF Integrale e 31 minutos na Standard Range, nas condições descritas na documentação.

O pacote elétrico inclui ainda pré-condicionamento da bateria, planejamento de paradas, condução com um só pedal e função V2L, que permite alimentar equipamentos externos com a energia do carro.

HF Integrale elétrica: o que significam os 375 hp

A versão esportiva tem dois motores, tração integral e 509 Nm. A Lancia declara 0 a 100 km/h em 5,1 segundos.

A potência pede uma ressalva. Em condição normal, a HF Integrale entrega 350 hp. O valor de 375 hp só aparece quando a carga da bateria está acima de 90%. Portanto, descrever o carro como tendo 375 hp constantes não seria correto.

O emblema HF Integrale remete à história da marca nos ralis, e a escolha de colocá-lo em um elétrico de dois motores indica a intenção de associar o nome a desempenho, ainda que a documentação não traga comparações independentes.

O que muda na versão híbrida?

A versão híbrida leve é a alternativa para quem não quer um elétrico. A Lancia declara consumo de 5,3 l/100 km e emissões de 120 g/km de CO₂, mas o trecho consultado não especifica o ciclo de medição.

A autonomia total de 1.040 km também é dado da fabricante e se refere ao conjunto, não à autonomia em modo elétrico, já que o sistema de 48 V não funciona como um híbrido plug-in.

Cabine, tecnologia e porta-malas

O porta-malas tem 560 litros, alegação da marca. A cabine reúne tela de instrumentos de 10,25 polegadas, central de 16 polegadas e Head-Up Display virtual de aproximadamente 21 polegadas. O assistente SALA HUB é baseado em ChatGPT, e o sistema de som Focal chega a 14 alto-falantes, conforme a versão.

Em assistência à condução, a Lancia lista recursos de nível 2, como mudança de faixa semiautomatizada, controle de cruzeiro adaptativo preditivo e adaptação antecipada da velocidade.

Ficha técnica da nova Lancia Gamma

Os dados abaixo são da fabricante, para o mercado europeu. A documentação usa hp para potência, sem conversão para cv ou kW.

EspecificaçãoDado divulgado
CarroceriaCrossover fastback (C-UV)
PlataformaSTLA Medium multienergia
Comprimento4.672 mm
Largura1.898 mm (2.099 mm com espelhos)
Altura1.635 mm (sem antena)
Entre-eixos2.791 mm
Porta-malas560 litros
Híbrido 48 V145 hp; 230 Nm; dianteira; eDCT de 6 marchas
Híbrido: desempenho0 a 100 km/h em 10,4 s; máxima de 201 km/h
Elétrico Standard Range230 hp; 340 Nm; dianteira; bateria útil de 73,7 kWh; 543 km WLTP
Elétrico Long Range245 hp; dianteira; bateria útil de 97,2 kWh; 741 km WLTP
HF IntegraleDois motores; AWD; 350 hp (375 hp com bateria acima de 90%); 509 Nm; 0 a 100 km/h em 5,1 s; 676 km WLTP
Recarga rápida20% a 80% em 27 min (Long Range e HF) ou 31 min (Standard); até 160 kW nas dianteiras
Suspensão, freios e pesoNão divulgado oficialmente nos materiais consultados

A nova Lancia Gamma chega ao Brasil? Quanto custa?

Não há confirmação oficial de preço, venda, produção, importação ou data de chegada ao Brasil. A documentação trata o projeto como europeu, concebido para o mercado do continente.

Isso não confirma nem exclui planos futuros para o país. Também não é possível inferir disponibilidade local só porque a plataforma ou tecnologias do grupo Stellantis aparecem em outros modelos vendidos aqui. Preços em reais, portanto, não existem de forma oficial.

Na Europa, a ficha oficial também não traz preços nem calendário comercial detalhado. Uma reportagem da Automotive World, de 30 de setembro, já registrava a ausência dessas informações naquele momento.

O que ainda não foi confirmado?

  • Ano-modelo: “2027” não aparece nos comunicados consultados.
  • Preços e entregas: não divulgados até o ponto de corte, em 9 de outubro de 2026.
  • Brasil: sem anúncio de chegada, versões ou homologação.
  • Peso, suspensão, freios e rodas por versão: não confirmados com clareza no material primário.
  • Equipamentos por país: a marca cita as versões LS, LX e HF, mas a configuração comercial pode variar por mercado.

Uma Gamma nova, sem a Gamma antiga

A Lancia usa um nome histórico para apresentar um crossover que mira o segmento C-UV europeu, com motorização híbrida leve e elétrica. O diferencial anunciado é a combinação de autonomia elevada na versão Long Range, recarga relativamente rápida e uma HF Integrale elétrica, ainda que os números aguardem avaliação independente.

Para o consumidor brasileiro, a lacuna é comercial: sem preço, homologação ou sinal de importação, a Gamma segue como notícia do mercado europeu. Entre híbrido de 48 V, elétrico de longo alcance e a esportiva de dois motores, qual dessas propostas faria mais sentido para uma eventual chegada da Lancia ao país?

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