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Bentley Continental GT S 2027: tudo sobre o esportivo de luxo com sistema Ultra Performance Hybrid

O Bentley Continental GT S 2027 chega com sistema híbrido de 680 cv, visual escurecido de série e chassi reconfigurado — sinalizando a transição definitiva da marca rumo à eletrificação.

Bentley Continental GT S 2027

O Continental GT S dentro da nova Bentley

O Bentley Continental GT S 2027 chega em um momento de transição profunda para a marca britânica. A Bentley segue sua estratégia “Beyond100+”, que prevê a eletrificação completa do portfólio até o fim da década de 2020, com meta de neutralidade de carbono até 2030.

O modelo marca também a aposentadoria definitiva do motor W12, que definiu a identidade da marca por mais de duas décadas. Em seu lugar, entra o sistema híbrido denominado High Performance Hybrid, combinando um V8 biturbo a um motor elétrico integrado à transmissão.

O GT S ocupa uma posição estratégica na linha 2027. Fica acima do GT Core em termos de esportividade, abaixo do GT Speed em potência, e se diferencia do Azure — voltado ao máximo conforto. É o modelo da gama pensado para quem dirige e quer sentir o carro.

Os concorrentes diretos incluem o Porsche Panamera Turbo E-Hybrid, o Aston Martin Vantage, o BMW M8 Competition e o Lexus LC 500. O público-alvo, batizado de “Gen B” pela própria Bentley, é descrito como uma geração de comportamento — não de idade — marcada por empreendedores, executivos jovens e indivíduos de alto patrimônio que valorizam tecnologia e experiência de condução.

O modelo não tem confirmação oficial de chegada ao mercado brasileiro. Dado o histórico da marca no país, eventual comercialização envolveria importação direta, preços elevados e volumes muito reduzidos.

Design externo escurecido e mais agressivo

O Continental GT S 2027 pertence à quarta geração do modelo, descrita pela Bentley como a revisão visual mais profunda em duas décadas. A linguagem de design tem influência direta dos projetos coachbuilt Bacalar e Batur.

A carroceria é um cupê de proporções alongadas, com 4895 mm de comprimento, 1397 mm de altura e 2187 mm de largura total. O entre-eixos de 2851 mm contribui para a presença visual imponente, transmitindo estabilidade mesmo estacionado.

Dianteira

O GT S abandona os tradicionais faróis duplos circulares — presentes nas gerações anteriores — e estreia com faróis únicos Matrix LED por lado, com fundo escurecido (Dark Tint). É o primeiro modelo de produção seriada da Bentley com esse formato desde os anos 1950. A estrutura interna dos faróis tem acabamento descrito como de alta precisão, com aspecto de cristal lapidado.

A grade frontal larga, com padrão de matriz complexo, recebe acabamento em preto brilhante como parte do pacote Blackline Specification, incluído de série no GT S. Esse pacote substitui todos os elementos cromados externos — incluindo molduras de janelas, maçanetas, emblemas e logotipos — por acabamento em preto brilhante de alta intensidade.

Lateral e traseira

As saias laterais e os espelhos retrovisores seguem o acabamento na cor Beluga (preto profundo), compondo o que a marca chama de Beluga Styling Specification. Os para-lamas traseiros trazem vincos musculares acentuados, a chamada “powerline” — elemento de identidade da Bentley desde os anos 1950.

Na traseira, as lanternas em formato de elipse cortada também recebem o tratamento Dark Tint. Quatro saídas de escapamento ovais completam o conjunto, sem apelos excessivos a apêndices externos.

Rodas e materiais

O GT S usa jantes de liga leve de 22 polegadas com design exclusivo de 10 raios varridos. Disponíveis em prata acetinado, preto brilhante ou usinado em duas tonalidades, as rodas preenchem as cavas amplas da carroceria. Freios de ferro fundido ventilado são padrão; discos de carbono cerâmico (CSiC) são opcionais, com benefícios de redução de massa não suspensa.

As ponteiras do escape são em aço inoxidável com acabamento em preto brilhante. Distintivos com a letra “S” adornam os para-lamas dianteiros. A proposta visual é de escuridão controlada — sem exibicionismo, mas sem discrição.

Interior focado na condução, não no salão

Ao entrar no GT S, a diferença em relação às versões Azure e Mulliner é imediata. A Bentley substituiu os folheados de madeira clássica pelo acabamento Piano Black envernizado de alto brilho, cobrindo o painel e o túnel central. Fibra de carbono está disponível como alternativa.

O volante aquecido, a alavanca do câmbio e faixas centrais dos bancos são revestidos em Dinamica, uma microfibra técnica com aderência similar à alcântara de competição. O material mantém temperatura estável em condições extremas e melhora o controle durante a pilotagem.

Os bancos dianteiros têm design exclusivo com quilting canelado e bordados tridimensionais com o escudo “S”. O padrão bicolor (colour split) divide visualmente as seções internas em cores contrastantes — uma escolha estética reservada à família S.

Tecnologia embarcada

O painel de instrumentos é totalmente digital, com gráficos em estilo de cronógrafo suíço. A tela central touchscreen tem 12,3 polegadas e conectividade com Apple CarPlay e Android Auto, tanto com fio quanto sem fio. O sistema inclui acesso ao My Bentley App Studio e modem Wi-Fi embutido.

O destaque tecnológico é o Bentley Rotating Display: a tela principal gira sobre seu eixo ao toque de um botão. Em uma posição, expõe três instrumentos analógicos — termômetro, bússola e cronômetro. Na terceira posição, a superfície fica completamente limpa, sem nenhuma tela visível.

Espaço e conforto

Para motorista e passageiro dianteiro, o espaço é generoso. Os bancos traseiros, porém, são descritos pela imprensa especializada como inadequados para adultos em viagens longas — uma limitação recorrente nessa categoria de cupê 2+2.

O sistema de som opcional Naim for Bentley é considerado pela imprensa automotiva como o melhor sistema de áudio veicular disponível atualmente. A opção Bang & Olufsen também está na lista.

Motor híbrido V8 com 680 cv e 930 Nm

O sistema de propulsão do GT S é classificado como High Performance Hybrid. Combina um motor V8 biturbo de 4,0 litros com um motor elétrico síncrono integrado internamente à caixa de câmbio — invisível externamente, mas presente na cadeia de tração.

A potência combinada é de 680 cv (equivalente a 671 hp ou 680 PS), com o motor elétrico contribuindo com até 190 cv de forma independente. O torque máximo combinado chega a 930 Nm.

Em comparação com o Continental GT V8 S da geração anterior — sem eletrificação — o ganho é de 130 cv. A eletrificação não serviu apenas para reduzir emissões: o motor elétrico oferece torque instantâneo que complementa diretamente a resposta do V8 em baixas rotações.

O sistema de tração é integral, com vetorização de torque. O chassi do GT S recebe calibração mais esportiva que o GT Core e o Azure, com barras estabilizadoras ativas. A posição do ponto-H (quadril do motorista) foi rebaixada em relação à estrutura do piso, aproximando a sensação de condução de um carro esportivo dedicado.

Dados como aceleração de 0 a 100 km/h e velocidade máxima não foram divulgados oficialmente para o GT S nesta pesquisa e não serão estimados aqui.

FICHA TÉCNICA

ItemDado
MotorV8 biturbo 4.0L + motor elétrico (High Performance Hybrid)
Potência680 cv (680 PS / 671 hp)
Torque930 Nm (combinado)
CâmbioNão informado pela fabricante nesta pesquisa
TraçãoIntegral com vetorização de torque
0 a 100 km/hNão divulgado
Velocidade máximaNão divulgada
ConsumoNão divulgado
PesoNão divulgado oficialmente
Comprimento4895 mm
Largura (c/ espelhos)2187 mm
Altura1397 mm
Entre-eixos2851 mm
RodasLiga leve 22″ (exclusivas da família S)
Freios opcionaisCarbono cerâmico (CSiC)

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FAQ

1. O Bentley Continental GT S 2027 ainda tem motor a combustão? Sim. O sistema combina um V8 biturbo de 4,0 litros com um motor elétrico integrado à caixa de câmbio. Não é totalmente elétrico.

2. Qual a diferença entre o GT S e o GT Speed? O GT Speed tem 782 cv e 1000 Nm — mais potente e voltado ao desempenho máximo. O GT S entrega 680 cv com chassis esportivo e proposta mais equilibrada para uso diário.

3. O visor rotativo é de série no GT S? O Bentley Rotating Display é um item opcional. Ele permite girar a tela de 12,3 polegadas para revelar instrumentos analógicos ou uma superfície limpa de madeira envernizada.

4. O espaço traseiro é adequado para adultos? Segundo avaliações da imprensa especializada, não. O espaço para passageiros traseiros é limitado para adultos em trajetos longos — característica comum nos cupês 2+2 da categoria.

5. O GT S tem versão conversível? Sim. Além do cupê, existe a versão GTC S, um cabriolet com capota em lona acústica de múltiplas camadas, que se abre em aproximadamente 19 segundos.

O Continental GT S 2027 é uma escolha coerente dentro da gama Bentley para quem prioriza a experiência ao volante. O conjunto formado pelo visual Blackline, o interior em Dinamica e o sistema híbrido com 680 cv posiciona o modelo como o mais equilibrado entre esportividade e uso cotidiano da linha.

O principal ponto forte é a integração entre o motor elétrico e o V8: a soma resulta em 930 Nm disponíveis com resposta imediata — algo difícil de alcançar apenas com propulsão térmica. O visor rotativo é funcional e representa uma proposta filosófica real: o carro permite ao condutor desligar a tecnologia quando quiser.

A limitação mais objetiva é o espaço traseiro. Em um Grand Tourer de quase cinco metros, a área para passageiros traseiros é visivelmente comprometida — decisão de projeto, não acidente.

O GT S não é o mais potente da família (o Speed tem 782 cv) nem o mais exclusivo (o Mulliner ou o Supersports). É o mais aplicável: tem chassis esportivo, tecnologia avançada e pode ser usado diariamente sem sacrifícios excessivos.

Para o comprador que deseja dirigir o carro — não apenas possuí-lo — o GT S é a variante mais direta da linha 2027.

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