
AMC AMX: O Muscle Car de Dois Lugares que Enfrentou os Gigantes de Detroit
A História do AMC AMX
No final da década de 1960, a American Motors Corporation (AMC) decidiu ousar. Conhecida por carros familiares, a marca queria entrar no mundo dos muscle cars com algo diferente. Assim nasceu o AMC AMX, um cupê esportivo de dois lugares — algo raro para a época — que mirava diretamente no Chevrolet Corvette, mas com preço mais acessível.
Lançado em 1968, o AMX tinha linhas agressivas, capô longo e traseira curta. O designer Richard A. Teague aproveitou a base do AMC Javelin, encurtou a distância entre-eixos e criou um carro compacto, mas com presença marcante. Logo, o modelo conquistou fãs e quebrou recordes de velocidade, provando que a AMC podia competir com as gigantes de Detroit.
Modelos e Destaques
1968 – O Início
Três opções de motor V8: 290, 343 e 390 polegadas cúbicas (4.8L, 5.6L e 6.4L). O 390 V8 logo se tornou o mais desejado.
1969 – Mais Refinado
Pequenas mudanças visuais e melhorias mecânicas. O 390 V8 continuou como estrela, entregando desempenho de respeito.
1970 – O Último Dois Lugares
Novo motor 360 V8 (5.9L) e frente redesenhada. Foi o último ano do AMX como um verdadeiro dois lugares. Depois disso, o nome passou a identificar versões esportivas do Javelin.
O AMC AMX no Imaginário dos Fãs
O AMX é lembrado como um muscle car fora do padrão. Produção limitada, desempenho sólido e estilo único o tornaram um item de colecionador. Hoje, especialmente nas versões com motor 390 V8, é um clássico valorizado e símbolo da ousadia da AMC.
Ficha Técnica – AMC AMX 390 (1969)
| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Motor | V8 390 in³ (6.4 L) carburador de 4 corpos |
| Potência | 315–325 cv (SAE bruta) |
| Torque | ~58 kgfm |
| Transmissão | Manual de 4 marchas ou automática de 3 marchas |
| Tração | Traseira |
| Peso | ~1.450 kg |
| 0–100 km/h | 6,5 s |
| 1/4 de milha | ~14,8 s a 153 km/h |
| Velocidade Máxima | ~196 km/h |
| Produção total (1968–1970) | ~19.134 unidades |
Pontos Negativos do AMC AMX
Espaço interno extremamente limitado por ser um dois lugares.
Rede de concessionárias AMC menor, dificultando peças e manutenção na época.
Consumo elevado, típico dos V8 grandes.
Valor de revenda baixo nos anos 70, o que prejudicou sua popularidade inicial.
Menor reconhecimento de marca comparado a rivais como Mustang e Camaro.
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